2026, o ano em que o judô inicia sua jornada rumo a Los Angeles 2028

Um calendário que, mês a mês, projeta o judô mundial rumo a Los Angeles 2028 © FIJ

Com o início oficial da corrida olímpica para Los Angeles 2028, o judô mundial entra em uma temporada decisiva, marcada por grandes eventos, expansão geográfica e definições estratégicas que começam a moldar o novo ciclo olímpico.

Por Javier Nieto / Sportsin
Curitiba, 24 de janeiro de 2026

O judô inicia 2026 sob a importância de um novo ciclo olímpico em andamento, emoldurado por um calendário que combina continuidade competitiva, expansão geográfica e um ponto de virada claro: o início oficial da qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Desde os primeiros meses do ano, a Federação Internacional de Judô (FIJ) estruturou uma temporada destinada a avaliar a consistência do desempenho e definir a direção do judô mundial a médio prazo.

Esse momento chegará em junho, com o Grand Slam de Ulaanbaatar, o primeiro evento a conceder pontos de qualificação olímpica. A partir daí, cada luta no circuito internacional passará a ter um valor estratégico adicional, colocando o Circuito Mundial de Judô no centro de uma temporada em que os resultados começarão a moldar os caminhos individuais rumo a Los Angeles.

Circuito mundial entra em sua fase olímpica

Antes de alcançar esse ponto de virada, o calendário apresenta uma sequência intensa de competições de alto nível. Como ocorre tradicionalmente, a temporada tem início com o Grand Slam de Paris, seguido por etapas em Tashkent, Linz, Tbilisi, Dushanbe e Astana. Essa fase inicial tem como objetivo aprimorar a forma física dos atletas e construir consistência competitiva antes do início efetivo do processo de qualificação olímpica.

Após a etapa da Mongólia, o nível de exigência aumenta ainda mais. O Grand Prix de Qingdao e o evento de Lima, em agosto, serão seguidos por um dos momentos mais emblemáticos do ano: a estreia de Lausanne no Circuito Mundial de Judô. A inclusão inédita da capital olímpica no calendário reforça o vínculo institucional entre o judô e o Movimento Olímpico.

Campeonatos mundiais e Dakar 2026 no cenário global

O calendário atinge seu ápice competitivo em outubro, quando Baku sediará o Campeonato Mundial Sênior de Judô de 2026, com disputas individuais e por equipes mistas. Como sede de uma das federações nacionais mais influentes do judô internacional, a capital do Azerbaijão concentrará títulos mundiais e pontos cruciais para o ranking olímpico.

Antes do encerramento da temporada, o Circuito Mundial de Judô manterá seu caráter global com novas etapas em Abu Dhabi, Zagreb e Tóquio, consolidando um calendário que mescla tradição, expansão territorial e continuidade competitiva até o final do ano.

Além do circuito sênior, 2026 reforça o compromisso do judô com o desenvolvimento global. Os Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar 2026 colocarão a África no centro do calendário internacional, no primeiro evento olímpico já realizado no continente, com o judô posicionado como uma das principais modalidades do programa.

Esse protagonismo africano será ampliado pelo Campeonato Continental de Equipes pela Paz, em Kinshasa — iniciativa promovida pela FIJ que destaca o judô como ferramenta de inclusão, cooperação e diplomacia esportiva, para além dos resultados competitivos.

Calendário que abrange todas gerações

A temporada também reserva espaço para competições por faixa etária e para a prática do judô ao longo de toda a vida esportiva. O Campeonato Mundial Cadete será disputado em Guayaquil, no Equador, enquanto os judocas juniores lutarão por títulos mundiais em Amã, na Jordânia, reforçando o caminho que conecta a formação de base à elite internacional.

Paralelamente, os Campeonatos Mundiais de Veteranos e Kata voltam a ganhar destaque, com Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, entre as principais cidades-sede. A Série Mundial de Kata terá início em Gijón, consolidando 2026 como um ano estrutural para o judô — em que praticamente todos os meses contribuem com significado, valor competitivo e projeção no caminho olímpico e no desenvolvimento global da modalidade.

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