30 de março de 2025

O judô brasileiro encerrou sua participação no Grand Slam de Tbilisi 2025 com duas medalhas e a 13ª colocação geral entre 52 países representados. A competição, realizada na Geórgia, reuniu 385 atletas de cinco continentes e marcou a primeira aparição da seleção brasileira no circuito mundial sob a gestão liderada pelo professor Paulo Wanderley Teixeira, atual presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
Michel Augusto disputa a final da categoria ligeiro contra o uzbeque Kemran Nurillaev, após vencer quatro lutas com autoridade © Kulumbegashvili Tamar / FIJ
As conquistas brasileiras vieram com Michel Natan Felix Augusto, da categoria ligeiro (60kg), e Rafael Godoy de Macedo, da categoria médio (90kg). Michel, atleta do Sesi-SP, brilhou ao vencer quatro combates até a final, onde foi superado pelo uzbeque Kemran Nurillaev, ficando com a medalha de prata. Natural de Bastos (SP) e com apenas 20 anos, o jovem judoca confirma sua ascensão internacional com a segunda medalha no circuito mundial, desta temporada.
Rafael Macedo, representante da Sogipa (RS), garantiu o bronze com uma vitória expressiva sobre o holandês Noel van ’t End, campeão mundial em 2019. Natural de São José dos Campos (SP), o judoca da categoria médio alcança seu segundo pódio consecutivo em Grand Slams, mostrando consistência e maturidade em uma das divisões mais disputadas do circuito.
Michel Augusto (Sesi-SP) celebra a prata ao lado dos demais medalhistas da categoria ligeiro no Grand Slam de Tbilisi © Kulumbegashvili Tamar / FIJ
No panorama continental, o destaque ficou com o Canadá, que encerrou sua campanha na 5ª colocação geral, impulsionado pelo ouro da meio-médio (63kg) Catherine Beauchemin-Pinard e pelo bronze do meio-pesado (100kg) Kyle Reyes.
Rafael Macedo (Sogipa) no pódio da categoria médio, após mais um resultado expressivo no circuito mundial © Kulumbegashvili Tamar / FIJ
Com atuações técnicas sólidas, atletas jovens em ascensão e o apoio estratégico dos clubes formadores e da CBJ, o Brasil dá início ao novo ciclo olímpico com sinal positivo. Tanto Michel Augusto quanto Rafael Macedo já figuravam entre os 10 melhores do mundo em suas respectivas categorias antes mesmo do início das disputas em Tbilisi — o que reforça que os resultados alcançados não foram obra do acaso, mas parte de um trabalho contínuo e estruturado.
A sinergia entre comissão técnica e diretoria recém-empossada na CBJ é um indicativo de que o planejamento para o alto rendimento caminha em sintonia com as exigências do cenário internacional.