11 de janeiro de 2026
Sandro Borges: seriedade na gestão e compromisso com o judô catarinense © Global Sports
Observador, direto e pragmático em suas falas, o professor Sandro José Borges caminha para completar seu primeiro ano como presidente da Federação Catarinense de Judô (FCJ), em março de 2026 — uma gestão marcada pelo equilíbrio entre tradição, inovação e responsabilidade. Com o apoio majoritário da comunidade judoísta local, ele tem apostado em organização, escuta ativa e profissionalismo para consolidar uma nova fase para o judô em Santa Catarina.
Nascido em Santo André (SP), em 15 de julho de 1975, Sandro é graduado em Educação Física e construiu uma trajetória sólida dentro e fora dos tatamis. Reconhecido por sua atuação como atleta e técnico, assumiu a presidência da FCJ em abril de 2025 com a proposta clara de modernizar a entidade, valorizar os professores mais experientes e ampliar a presença do judô em todas as regiões do estado.
Desde o início do mandato, sua atuação tem sido pautada por princípios como transparência, compliance e responsabilidade na gestão dos recursos da entidade. Um dos marcos da gestão foi a edição 2025 do Meeting Interestadual, que reuniu dirigentes de quatro estados e contou, pela primeira vez, com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Judô — gesto simbólico do prestígio que Santa Catarina vem conquistando no cenário nacional.

Sandro Borges com o presidente da CBJ, Paulo Wanderley, durante o Meeting Interestadual 2025 — prestígio nacional para o judô catarinense © Global Sports
Mesmo com um perfil mais introspectivo, a liderança firme e comprometida de Sandro Borges tem inspirado confiança entre os pares e sinaliza um novo momento para o judô catarinense: mais técnico, integrado e institucionalmente forte.
Nascido em 15 de julho de 1975, em Santo André (SP), Sandro Borges iniciou na prática do judô aos seis anos no Clube Della Antônia, sob orientação do professor kodansha shichi-dan (7º dan) Kameo Otagaki — mestre nascido em Hyogo, no Japão em 1927 e que, por muitos anos, respondeu pelo ensino de kata no CAT- Centro de Aperfeiçoamento Técnico da Federação Paulista de Judô.
“Ele foi meu primeiro sensei. Comecei a treinar com ele em abril de 1980, há 45 anos”, recorda Sandro, referindo-se ao professor Otagaki, com quem teve seus primeiros contatos com o judô tradicional. “Por vir da província de Hyogo, no Japão, e trazer em sua bagagem a essência do judô clássico, transmitido por meio do kata — que representa a inteligência na execução das técnicas, dos movimentos e o uso adequado da postura e da energia —, tive o privilégio de aprender o judô em sua forma mais pura, técnica e filosófica. Foi com ele que conheci o verdadeiro conceito de eficiência máxima com mínimo esforço.” Sandro completa dizendo que, aos 11 anos, ao vencer seu primeiro campeonato regional, teve certeza do caminho que trilharia. “Aquela vitória selou minha escolha: minha vida seria, dali em diante, totalmente dedicada ao judô.”

Roberto David da Graça, Sandro Borges e Moisés Gonzaga Penso: três gerações de dirigentes da FCJ © Global Sports
Sua chegada à presidência da FCJ, em 1º de abril de 2025, representou não apenas uma mudança de liderança, mas um novo impulso para a entidade. Desde o início do mandato, Sandro pautou sua gestão por princípios como transparência, compliance e responsabilidade na alocação de recursos, buscando fortalecer os pilares institucionais e, ao mesmo tempo, valorizar os profissionais mais experientes e incentivar a formação de base.
Um dos marcos dessa trajetória foi a edição de 2025 do Meeting Interestadual, considerada a maior e mais organizada da história. Pela primeira vez, a cerimônia de abertura contou com a presença de Paulo Wanderley Teixeira, o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) — um gesto que simbolizou o prestígio que o judô catarinense vem conquistando no cenário nacional. Sobre esse momento, Sandro foi enfático.
“Organizamos o evento, mas os protagonistas reais são os professores e atletas de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que fazem o espetáculo acontecer.”
O presidente da FCJ fez questão de destacar o apoio e a presença ativa dos dirigentes das demais federações, ressaltando o espírito de colaboração que tem guiado sua gestão. “Não posso deixar de mencionar a participação dos meus colegas Henrique Guimarães, Luiz Bayard e Helder Faggion, que, com suas presenças, ampliaram a representatividade e o peso institucional da cerimônia de abertura.”
A modernização estrutural da FCJ tem sido outro vetor importante no percurso do dirigente. Embora reconheça que o desafio era grande, Sandro implementou ferramentas administrativas e de governança que trouxeram maior eficiência e clareza ao funcionamento da entidade. “A gestão compartilhada exige que todos sejam ouvidos, que as decisões sejam tomadas com base em critérios técnicos e que a administração seja transparente em cada passo. Isso fortalece a confiança da comunidade no trabalho que estamos realizando.”
Essa concepção de gestão compartilhada se materializa na própria estrutura administrativa da Federação Catarinense de Judô. Ao lado de Sandro José Borges, estão os vice‑presidentes Ademir Schultz Júnior e Ladi Julian. A área administrativa é conduzida por Eduardo Pereira, Angela Cararetti e Brunna Maila dos Santos, que também atua, ao lado de Eduardo Pereira da Silva, na Coordenação de Eventos.

Os presidentes das três entidades estaduais participantes da importante competição de base: Helder Faggion (PR), Henrique Guimarães (SP) e Luiz Bayard (RS) © Global Sports
A Coordenação de Graduação reúne Márcio Roberto da Silva, Jaison Cunha Tavares, Edson Lorenzett e Ladi Julian, enquanto a Arbitragem é responsabilidade de Sérgio Ricardo Borba e Jimmy Ponaht Ribeiro. No campo técnico, a FCJ conta com Leonardo Cordeiro, Juliano Siebel, Edson Lorenzett, Willian Pereira e Fabiano Zamboneti, além da Coordenação de Kata, conduzida por Márcio Roberto da Silva.
O trabalho com Veteranos é liderado por Carlos Alexandre Figueiredo da Silva; o Paradesporto é coordenado por Alex Barreto, com participação direta do próprio Sandro Borges; e a Comunicação está sob responsabilidade da jornalista Francielle Camelo. Um time plural, técnico e comprometido, que traduz na prática o discurso de união e corresponsabilidade defendido pela atual gestão.
Quando o assunto é a relação com os professores mais antigos de Santa Catarina, Sandro Borges fala com profundo respeito e gratidão, entendendo que eles representam a memória viva e os fundamentos culturais do judô no estado. Para ele, essas lideranças não são meros conselheiros técnicos, mas verdadeiros pilares que sustentam a construção coletiva da modalidade.
“Não tenho palavras para qualificar ou quantificar o apoio dos professores mais experientes. Cada um deles carrega anos de vivência, conhecimento e sensibilidade — eles conhecem os detalhes que fazem a gestão acontecer da melhor forma possível, e isso não tem preço.”

Registro histórico com Sandro Borges, seu vice Ademir Schultz Júnior, o presidente da CBJ Paulo Wanderley e o saudoso sensei Ademir Schultz — um dos maiores nomes do judô catarinense, que faleceu em dezembro aos 70 anos. Técnico, líder e precursor da modalidade no estado, deixou um legado marcante na formação de atletas e cidadãos guiados pelos princípios do Budô © Global Sports
Essa aliança entre a experiência acumulada e a visão inovadora tem sido um dos pilares do crescimento sustentável do judô catarinense, promovendo um ambiente em que tradição e modernidade se reforçam mutuamente.
A comunidade de judocas do estado ainda sente a perda do sensei Ademir Schultz, cuja trajetória foi marcada por dedicação, compromisso e serviço incondicional à modalidade. Sandro não hesita ao expressar o impacto dessa perda, que transcende estatísticas e resultados: trata-se de uma lacuna humana e coletiva.
“O judô catarinense perdeu um amigo de todos — um judoca que sempre esteve a serviço da modalidade, com dedicação, preocupação e cuidado gigantescos. Ele não era apenas um dirigente: era um mentor, um irmão de caminhada, alguém cujo legado continua inspirando cada um de nós.”

Árbitros que atuaram no Meeting Interestadual 2025 sob o comando de Sérgio Borba, árbitro FIJ A e coordenador de arbitragem da FCJ © Global Sports
Suas palavras não apenas refletem o respeito institucional, mas também revelam o laço afetivo e comunitário que o esporte cria entre seus praticantes — vínculo que, para Sandro, é tão essencial quanto as vitórias nos tatamis.
A valorização das classes aspirantes e veteranos é outro ponto que Sandro carrega como compromisso estratégico, fruto de uma visão que reconhece o judô como prática para toda a vida — não apenas como esporte de alto rendimento. Desde antes de assumir a presidência, ele apontava a importância de ampliar o espaço dessas categorias, não como complemento, mas como parte legítima e fundamental do judô catarinense.
Essa perspectiva inclusiva também se estende ao judô adaptado, voltado a pessoas com deficiência visual, física ou intelectual. A Federação Catarinense de Judô tem se posicionado de forma clara na defesa da inclusão e da acessibilidade, estimulando a participação de paratletas em projetos, competições e atividades que respeitem suas especificidades, mas que os integrem plenamente à comunidade judoísta. Para Sandro, essa integração é um dever institucional e humano. “O judô é para todos, e nossa obrigação como dirigentes é garantir que ele alcance todas as pessoas, com respeito, dignidade e oportunidades reais.”
“Nosso pensamento sobre esses segmentos não mudou, pelo contrário: queremos construir ações concretas para que, com a classe aspirantes, que reúne uma gama gigantesca de novos praticantes possa competir em paridade técnica. Bem como garantir que o judô veteranos encontre mais oportunidades de competição, integração e desenvolvimento. Eles fazem parte da nossa comunidade, e nosso esforço será permanente para incentivá-los e implementar programas estruturados de fomento da nossa modalidade.”
Essa visão abrangente do dirigente catarinense sinaliza não apenas um olhar técnico de gestão, mas um compromisso ético com a integralidade do judô, reafirmando que o crescimento da modalidade passa por reconhecer, valorizar e servir todos os seus praticantes — em todas as idades, condições e papéis.
Um marco inédito na história da FCJ marca o início da temporada 2026: pela primeira vez, a entidade está promovendo a renovação de sua estrutura de equipamentos com a aquisição de duas áreas oficiais de tatamis olímpicos da Original Tatamis Yamamura — investimento viabilizado por meio de duas emendas parlamentares. A conquista é emblemática não apenas pela excelência dos materiais, mas pelo que simboliza em termos de modernização física, organizacional e institucional da federação.
“Estamos iniciando um novo ciclo com o pé no chão — e sobre tatamis novos. Essa renovação faz parte de um plano mais amplo de qualificação estrutural e fortalecimento da nossa base. E estamos confiantes de que, com a chegada de uma nova emenda, poderemos avançar ainda mais nessa missão de desenvolver o judô catarinense em todas as frentes, oferecendo cada vez mais qualidade e segurança para nossos filiados”, destaca o presidente Sandro Borges.
Ao fazer um balanço dos desafios enfrentados em seu primeiro ano de gestão, o presidente Sandro Borges é enfático ao destacar que administrar uma federação vai muito além de ações pontuais ou discursos genéricos. Para ele, o compromisso assumido com a comunidade do judô catarinense envolve diretamente sua história pessoal e profissional, construída com esforço ao longo de décadas.
“Quando se fala em gestão de forma aleatória é uma coisa, mas quando assumimos um compromisso e, tanto o nosso CPF quanto a nossa história — aquela que levamos décadas para edificar — passam a estar em jogo, a coisa muda de figura.”

Sandro Borges ao lado de Francielle Camelo, da Comunicação, e Angela Cararetti, do setor Administrativo da FCJ © Global Sports
Durante os primeiros dez meses à frente da FCJ, Sandro se debruçou sobre a realidade da entidade, conhecendo de perto o cenário e a complexidade dos problemas acumulados ao longo do tempo. As dificuldades, segundo ele, não eram pequenas, tampouco simples.
“Toda entidade possui sua história e, com o tempo, cria um sistema endêmico de funcionamento. Se não houver vigilância e correção, a gestão passa a ter vida própria, e somos engolidos por ela. Nosso desafio é gerir a gestão — e não o contrário.”
Com essa consciência crítica e responsabilidade institucional, Sandro assumiu não apenas o papel de gestor, mas de reformador, com o objetivo de reorganizar, regular e desenvolver a modalidade em Santa Catarina. E mais do que isso: garantir integridade, segurança e oportunidades para todos os envolvidos, mesmo diante das limitações orçamentárias.

Eduardo Pereira da Silva e Brunna Maila dos Santos comandam a Coordenação de Eventos da FCJ © Global Sports
“Temos que encontrar meios de fomentar a prática esportiva em todas as regiões do estado — com ou sem recursos para tanto. E é isso que estamos fazendo. Encerramos 2025 muito otimistas com o futuro do judô em Santa Catarina.”
O segundo ano de gestão, para ele, vem com prioridades claras e estruturadas: atender às demandas impostas pelo calendário competitivo, ampliar o número de praticantes e clubes filiados e impulsionar o judô rumo ao futuro, acompanhando o momento espetacular que o país vive graças à gestão dinâmica e inspiradora do professor Paulo Wanderley, presidente da CBJ. Nesse aspecto, Sandro destaca a importância da integração entre as esferas estadual e nacional, com foco no desenvolvimento técnico e institucional de todo o judô brasileiro.
“Nosso foco é consolidar essa conexão com a CBJ e trabalhar em sintonia com o que está sendo feito no cenário nacional. O Brasil vive um momento único no judô, e Santa Catarina tem plenas condições de contribuir e participar desse crescimento técnico e organizacional.”
Ao refletir mais amplamente sobre o cenário nacional, o presidente da FCJ reforça o compromisso de sua gestão com a valorização da base, a formação continuada e a integração de todos os agentes da modalidade.
“O judô brasileiro vive um momento especial, com resultados e estrutura que nos enchem de esperança. Aqui em Santa Catarina, temos o dever de colaborar com esse crescimento, incentivando a formação, a participação e a integração de nossos atletas, professores e dirigentes em todas as frentes.”
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