Luiz Alberto Küster convoca o voto responsável e alerta para os riscos do retrocesso no Karatê-Dô Tradicional

Praticante assíduo, Luiz Küster treina kata semanalmente há mais de 50 anos © Arquivo

Com autoridade histórica e vivência institucional rara, o professor Luiz Alberto Küster dirige um apelo direto aos karatecas com direito a voto, defendendo continuidade responsável, governança e compromisso com o futuro da Confederação Brasileira de Karatê-Dô Tradicional.

Por Paulo Pinto / Global Sports
Curitiba, 21 de janeiro de 2026

Em carta aberta à comunidade do Karatê-Dô Tradicional do Brasil, o professor Luiz Alberto Küster faz um apelo direto ao bom senso daqueles que detêm o direito ao voto e às suas respectivas bases. Sua manifestação ocorre em um momento decisivo para os rumos da Confederação Brasileira de Karatê-Dô Tradicional (CBKT) e carrega o peso de quem conhece, por dentro, os desafios institucionais da modalidade.

Küster não é apenas uma voz experiente. Foi o primeiro presidente da CBKT e atuou por muitos anos como secretário do shihan Hidetaka Nishiyama, fundador do Karatê Tradicional e uma das maiores referências do budô no século XX. Essa trajetória confere à sua palavra uma legitimidade rara, construída ao longo de décadas de convivência direta com a essência filosófica, técnica e organizacional da modalidade.

Luiz Alberto Küster executa kata diante das Pirâmides de Gizé, no Egito, em um encontro simbólico entre tradição milenar e os princípios do Karatê-Dô © Arquivo

Com atuação sólida fora do esporte, Luiz Alberto Küster nunca tratou o karatê como instrumento de projeção pessoal. Ao contrário: há quase meio século mantém na modalidade uma de suas maiores paixões, dedicando tempo, energia e compromisso institucional à preservação de seus valores, à consolidação de sua governança e ao fortalecimento de suas estruturas no Brasil e no exterior.

É desse lugar — de quem já liderou, já construiu e segue acompanhando com responsabilidade — que Küster dirige sua mensagem aos karatecas, defendendo que o processo eleitoral seja guiado não por vaidades ou rupturas artificiais, mas pela responsabilidade histórica com o futuro do Karatê-Dô Tradicional brasileiro.

http://www.shihan.com.br/

Carta aberta 

“Amigos da CBKT,

Escrevo com o coração e com senso de responsabilidade. Fui o primeiro presidente da Confederação Brasileira de Karatê-Dô Tradicional (CBKT) e, hoje, como secretário-geral da ITKF, acompanho de perto o quanto uma Confederação forte depende de governança, seriedade e trabalho contínuo.

Por essa razão, declaro meu apoio ao sensei Arthur Rego e aceitei a missão de compor sua chapa como vice-presidente.

A CBKT chega a este momento em uma condição que não se improvisa: organização, credibilidade e equilíbrio financeiro. Há hoje pouco mais de meio milhão de reais em caixa, patrimônio construído com seriedade, transparência e respeito aos filiados. Não se trata de saldo pelo saldo, mas de segurança institucional, capacidade de planejar, apoiar a base e fortalecer as federações estaduais com responsabilidade.

Esse equilíbrio não foi obtido pela inércia. Ele é fruto de despesas reais e necessárias: investimento em formação, preparação técnica, funcionamento institucional, e apoio ao crescimento dos atletas e das atividades em todo o país. Confederação não é discurso. É presença. É entrega. É trabalho.

A eleição é disputada, e isso é legítimo. O que não pode haver é retrocesso. Quem vencer assume o dever de conduzir uma gestão, no mínimo, tão correta quanto esta fase de organização e, sobretudo, melhor: mais presente, mais ativa, mais próxima da base, mais eficiente e mais justa. 

Confio no sensei Arthur Rego porque ele demonstra, na prática, as qualidades que a CBKT necessita: seriedade, honestidade e competência para avançar. Trata-se de um voto na continuidade responsável e na evolução institucional.

A CBKT é maior do que qualquer vaidade. Ela pertence às federações, aos atletas e ao futuro do nosso Karatê-Dô.

Conto com vocês.”

https://www.originaltatamis.com.br/