01 de fevereiro de 2026
Henrique Guimarães e Alex Russo em sintonia, alinhando gestão e execução para ampliar o calendário, fortalecer a base e impulsionar o judô paulista com visão, diálogo e ação conjunta © FPJudô
A atual gestão da Federação Paulista de Judô vive um momento de inflexão. Em pouco mais de um semestre, entre o ano passado e janeiro de 2026, a entidade incluiu seis novas competições oficiais em seu calendário, ampliando de forma concreta as oportunidades para atletas, professores e clubes. A sinalização, segundo a presidência, não é episódica. A proposta é manter essas competições de forma permanente e avançar na criação de novos eventos, diversificando formatos e ampliando o leque de vivências esportivas.
Entre elas, a Copa Para Elas, realizada em março no Centro de Excelência de São Bernardo do Campo, marcou um passo importante ao instituir um evento exclusivo para a categoria feminina, ampliando visibilidade, participação e protagonismo das mulheres no judô paulista. Ainda no primeiro semestre aconteceu o Campeonato Paulista Aspirante Veteranos, realizado em 28 de junho no Ginásio Poliesportivo Domingos Martucci, o Domingão, em Aguaí. O certame ampliou o olhar da Federação para uma faixa etária muitas vezes negligenciada, reforçando a noção de pertencimento e continuidade no sistema.

Rogério Lins, secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, durante pronunciamento na cerimônia de abertura do Super Desafio do Judô, reforçando a parceria inédita entre a FPJudô e a Prefeitura da capital © FPJudô
Já no segundo semestre, a Copa Cidade de São Paulo, promovida pela DR Capital, foi realizada em 11 de novembro, no Clube Esportivo da Penha, fortalecendo o calendário da capital e estimulando a retomada competitiva na região. Na sequência, o Grand Prix da FPJudô, disputado no dia 12, também no Clube Esportivo da Penha, consolidou-se como mais uma alternativa de alto nível técnico para os atletas federados, uma vez que o evento é aberto a todos os judocas filiados no Estado de São Paulo.
Esse movimento, no entanto, não se encerrou em 2025. Pelo contrário: o segundo ano da gestão do professor Henrique Guimarães começou de forma inédita e assertiva. Em janeiro de 2026, a Federação Paulista de Judô realizou, em parceria inédita com a Prefeitura de São Paulo, o Super Desafio de Judô, fazendo com que, pela primeira vez na história da FPJudô, a entidade promovesse uma competição oficial no primeiro mês do ano.

Henrique Guimarães cercado por crianças durante a Copa Cidade de São Paulo, simbolizando a prioridade da FPJudô no fomento da base e na formação das novas gerações do judô paulista © FPJudô
Mesmo realizado em um período tradicionalmente considerado extemporâneo, já em sua primeira edição o Super Desafio reuniu 248 atletas de 24 entidades, envolvendo judocas das classes pré-juvenil (sub15), juvenil (sub18) e sênior (adulto), confirmando a demanda reprimida por oportunidades competitivas já no início da temporada.
Alex Russo pontuou que o Super Desafio do Judô integrou as celebrações dos 472 anos da cidade de São Paulo e foi realizado com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes. Ainda destacando as inovações no setor de competições, o professor ressaltou que, no domingo seguinte ao Super Desafio, a FPJudô promoveu um Festival que reuniu pouco mais de 455 crianças, representando 63 agremiações, reforçando o compromisso da Federação com a formação, o acolhimento e a ampliação da base federativa. Em paralelo ao Festival, a entidade realizou também a primeira competição do ano de Judô Inclusivo, que contou com a participação de cerca de 30 atletas, ampliando o alcance social da iniciativa e reafirmando o papel do judô como ferramenta efetiva de inclusão.

Alex Russo, Ana Paula Magalhães, Henrique Guimarães, Carlos Bortole e Marcos Antônio da Costa durante a realização do Desafio, em mais um momento que simboliza a integração entre gestão, formação e desenvolvimento do judô paulista © FPJudô
A cerimônia de abertura do Super Desafio do Judô contou com a presença do presidente da Federação Paulista de Judô, Henrique Guimarães, do delegado da Primeira Delegacia Regional da Capital, Alex Russo, do secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Rogério Lins, e de Carlos Bortole, chefe de gabinete do deputado Delegado da Cunha (PP–SP), além de outras autoridades, reforçando o peso institucional e político do evento.
Para Henrique Guimarães, a realização de uma competição já no mês de janeiro simboliza a visão da atual diretoria. A criação desses eventos traduz, na prática, a diretriz central da atual gestão e a lógica é simples e direta: o que o atleta federado mais quer é competir.
“O que os atletas mais querem é competir, lutar e crescer tecnicamente. Quando ampliamos o calendário esportivo, estamos oferecendo exatamente isso: mais experiências, mais aprendizado e mais estímulo para que o judoca permaneça no sistema”, afirmou.

Entre sorrisos, medalhas e sonhos no peito, o Grand Prix cumpre seu papel maior: formar memórias, fortalecer vínculos e alimentar o desejo de seguir no judô © FPJudô
Henrique ressalta que a diretriz adotada pela Federação é criar um ambiente esportivo mais vivo e estimulante, no qual o judoca tenha oportunidades contínuas de desenvolvimento.
“A ampliação do calendário responde a essa demanda histórica da base, ao mesmo tempo em que fortalece o processo formativo, gera intercâmbio entre categorias e pesos e cria um ambiente mais estimulante para clubes e professores.”
“Nossa ideia é manter essas competições e, sempre que possível, ampliar. O judô cresce quando tem calendário, quando o atleta tem onde lutar e quando o clube se sente parte de um sistema ativo”, completou.

Anna Paula Magalhães, Alex Russo e Henrique Guimarães apresentam as novas logos da Federação Paulista de Judô, que passam a incorporar símbolos da inclusão, durante o evento de criação do Departamento de Judô Inclusivo © FPJudô
A presença do secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Rogério Lins, na cerimônia de abertura do Super Desafio do Judô não foi apenas protocolar. Ela materializou, no plano político e administrativo, uma aproximação institucional que começa a produzir efeitos concretos. A parceria inédita entre a Federação Paulista de Judô e a Prefeitura de São Paulo sinaliza que o judô volta a ser compreendido como política pública esportiva, integrada ao calendário oficial da cidade e alinhada a uma lógica de fomento, acesso e ocupação qualificada dos equipamentos esportivos municipais.
A criação do Departamento de Judô Inclusivo da Federação Paulista de Judô marca um passo estruturante da atual gestão ao transformar a inclusão em política permanente, e não em ação pontual. A iniciativa ganhou corpo a partir do workshop de judô inclusivo realizado em outubro, no Centro de Aperfeiçoamento Técnico da Barra Funda, e desde então passou a orientar a organização do calendário federativo. Na prática, a FPJudô passou a prever, sempre que possível, a realização de competições de judô inclusivo em paralelo aos eventos de pequeno e médio porte, respeitando as limitações operacionais de campeonatos de grande escala, como o Campeonato Paulista.
À frente do departamento, a coordenadora Anna Paula Magalhães destaca que o objetivo central é fomentar a inclusão por meio do judô de forma organizada, contínua e tecnicamente responsável. “A criação do departamento permite planejamento, formação de profissionais e presença regular do judô inclusivo nas competições. Não se trata de exceção ou ação isolada, mas de inserir a inclusão na rotina da Federação, sempre que a estrutura do evento permitir”, explica.

Pódio do Grand Prix © FPJudô
Para o presidente Henrique Guimarães, a institucionalização do judô inclusivo consolida um compromisso que passa a integrar a identidade da FPJudô.
“Incluir não é um gesto simbólico, é uma responsabilidade. Ao criar o departamento e abrir espaço real para o judô inclusivo nas competições, a Federação assume que o desenvolvimento do judô paulista precisa ser amplo, acessível e coerente com os valores que a modalidade carrega”, afirmou. Segundo o dirigente, a diretriz é clara: sempre que houver viabilidade técnica e organizacional, o judô inclusivo fará parte do cenário competitivo da FPJudô.

Centro de Excelência completamente tomado por professores que prestigiaram o evento de criação do Departamento de Judô Inclusivo da Federação Paulista de Judô © FPJudô
Esse movimento não se dá apenas no plano estadual. Na capital, a engrenagem tem funcionado com protagonismo do delegado regional da Capital, Alex Russo, cuja atuação vem sendo apontada como decisiva para reorganizar o judô paulistano.
Alex assumiu uma região com certa dispersão e conseguiu trazer de volta um grupo de entidades, professores e judocas que estavam afastados.
“Havia um grupo que estava distante da Federação. Nosso trabalho foi ouvir, dialogar e reconstruir pontes e devolver senso de pertencimento à comunidade. Hoje, a capital voltou a ser mais ativa”, destacou.

Pódio do Grand Prix © FPJudô
Além da articulação política, o trabalho na capital tem metas claras: ampliar o número de escolas filiadas, aumentar o contingente de novos filiados — não apenas atletas de alto rendimento, mas judocas em geral — e estimular a progressão técnica, com atenção especial aos faixas marrons candidatos à faixa preta.
“Trabalhamos para que mais judocas faixas marrons avancem para a faixa preta. Isso qualifica o sistema, fortalece, amplia o corpo técnico e dá continuidade ao judô como projeto de vida”, explicou Alex Russo.

Henrique Guimarães durante pronunciamento na cerimônia de abertura do Grand Prix, reforçando as diretrizes da Federação Paulista de Judô para o fortalecimento do calendário e da vivência competitiva © FPJudô
Alinhado à presidência, o delegado regional reforça que a DR Capital tem atuado como parceira estratégica da gestão. “Existe direção, foco e coragem para ampliar o leque de eventos esportivos. A DR Capital está totalmente alinhada com o presidente Henrique e comprometida em ajudar a consolidar esse novo momento da Federação”, concluiu.
Um dos marcos desse novo momento foi a realização do Desafio no tradicional Ginásio Poliesportivo do Pacaembu, equipamento historicamente ligado à trajetória da Federação Paulista de Judô desde seus primeiros anos. Inaugurado em 1940, como parte do Complexo Esportivo do Pacaembu, o espaço foi, por décadas, palco de competições emblemáticas e consolidou-se como uma das casas do judô paulista, especialmente na capital. Antes mesmo da fundação da FPJudô, em 17 de abril de 1958, a arena já abrigava inúmeros eventos da Academia Ogawa Budokan, fundada em 1938 pelo sensei Ryuzo Ogawa (1883–1975), uma das referências pioneiras da modalidade no Brasil.

A presença conjunta de dirigentes e árbitros reforça a centralidade da arbitragem como pilar de credibilidade e equilíbrio no judô paulista © FPJudô
Atualmente denominado oficialmente Ginásio Mercado Livre Arena Pacaembu, em razão dos direitos de nomeação adquiridos em 2024, o ginásio integra o Complexo Esportivo do Pacaembu e mantém sua vocação poliesportiva. Com capacidade aproximada para 3 mil pessoas, o equipamento preserva forte valor histórico, simbólico e afetivo para o esporte paulista.
Nas últimas décadas, no entanto, o ginásio permaneceu fechado em função de reformas, afastando-se do circuito competitivo. O evento recente marcou o retorno do judô ao Pacaembu após 32 anos, resgatando memória, identidade e pertencimento por meio de um espaço que ajudou a construir a história da modalidade em São Paulo.

Henrique Guimarães ao lado de Carlos Picone de Araújo e Luiz Marcelo Breda, dirigentes do Clube Esportivo da Penha, durante a cerimônia de abertura do Grand Prix © FPJudô
Mais do que números, o retorno ao Pacaembu representa uma escolha de narrativa: reconectar o judô paulistano à sua história, sem perder de vista as necessidades contemporâneas. É o passado dialogando com o presente, dentro de uma gestão que aposta na ampliação de oportunidades, na valorização da base e na ocupação inteligente dos espaços esportivos da cidade.
Ao ampliar o calendário, fortalecer a capital e resgatar símbolos históricos, a Federação Paulista de Judô sinaliza que a nova gestão não se limita à administração do cotidiano. Ela reorganiza prioridades, estimula a vivência competitiva e reafirma uma máxima que atravessa gerações nos tatamis: quem pratica judô quer lutar, aprender e evoluir — e cabe à FPJudô criar as condições para que isso aconteça cada vez mais.
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