02 de fevereiro de 2026
André Mariano faz depoimento durante o Seminário Técnico Nacional de Judô, realizado no Distrito Federal, no último fim de semana © Beatriz Riscado / CBJ
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciou o professor André Mariano dos Santos, árbitro olímpico e internacional FIJ A, como o novo Coordenador Nacional de Arbitragem da entidade. O comunicado oficial aconteceu na última quinta-feira (29) e, já neste domingo (1), o brasiliense de 54 anos teve seu primeiro compromisso no novo cargo durante o Seminário Técnico Nacional de Judô, em Brasília no Distrito Federal.
“Agradecemos ao sensei Edison Minakawa por toda a dedicação, competência e legado deixado à frente da coordenação nacional de arbitragem. Ao mesmo tempo, temos plena confiança de que o sensei André Mariano dará continuidade a esse processo, trazendo sua vasta experiência internacional e respeito conquistado ao longo dos anos para fortalecer ainda mais a arbitragem do judô brasileiro com consistência, transparência e alto padrão técnico”, disse Paulo Wanderley, presidente da CBJ.
André Mariano agradeceu a oportunidade e falou sobre esse novo desafio durante o seminário.
“O Brasil é um grande celeiro de árbitros. Temos árbitros de qualidade e reconhecidos internacionalmente. A ideia é manter essa qualidade, dar sequência ao trabalho que já foi iniciado e fazer com que a sociedade, de maneira geral, possa estar compreendendo que nós temos que ter, também, um processo de excelência, um processo de consistência dentro da arbitragem”, disse Mariano, que também ressaltou a novidade da criação de um Ranking Nacional de Arbitragem a partir de 2026.
“Teremos um grupo de elite da arbitragem nacional e internacional, um grupo de desenvolvimento, que o objetivo é buscar a elite, e o grupo de acesso, composto por aquelas pessoas que estão iniciando e que não têm mais condições de atingir determinados níveis, mas que são apoiadoras, estudiosas e que vão poder nos ajudar dentro das ações da Confederação Brasileira Judô”, expôs.
Mariano começou na arbitragem como mesário, aos 16 anos, motivado pelo professor Luiz Gonzaga, hoje presidente honorário da Federação Metropolitana de Judô. Sua estreia no cenário nacional aconteceu em 1995, aos 24 anos, e, em 1999, veio a promoção à árbitro sul-americano.
Em 2002, Mariano conquistou o título de árbitro continental e, em 2010, tornou-se árbitro internacional (FIJ A), a mais alta categoria na arbitragem mundial.
Depois de destacar-se em grandes eventos, como Grand Slam, Pan-Americanos e Mundiais, sua primeira experiência olímpica chegou com os Jogos Olímpicos Rio 2016, onde foi assistente de vídeo e trabalhou no controle de judogis, conferindo os uniformes dos atletas. Já a estreia no tatami aconteceu cinco anos depois, em Tóquio 2020, se repetindo em Paris 2024.
Atualmente, sensei Mariano também é Supervisor de Arbitragem da Federação Internacional de Judô (FIJ). No Brasil, como Coordenador Nacional, ele assumiu o papel antes exercido pelo professor Edison Minakawa desde 2017.
“É uma missão muito difícil dar continuidade ao trabalho que grandes professores têm feito ao longo dos anos na CBJ. Eu pretendo dar continuidade ao trabalho do sensei Edson Minakawa, que fez um trabalho excepcional nos últimos dois ciclos olímpicos. Dentre tantas coisas que ele oportunizou, um grande legado que não pode ser deixado de ser dito é a oportunidade e o fortalecimento da arbitragem feminina e uma capacitação maior para os árbitros de maneira geral. Creio que foram momentos que tivemos a maior quantidade de árbitros, tanto continentais, quanto internacionais. A importância desse cargo é dar continuidade àquilo que foi construído e assim darmos a identidade da arbitragem do judô brasileiro”, concluiu.
A CBJ expressa sua gratidão ao sensei Minakawa, árbitro olímpico nos Jogos Londres 2012 e Rio 2016, pelos anos de serviços prestados na coordenação da arbitragem brasileira e deseja sucesso ao sensei André Mariano neste novo desafio.
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