06 de fevereiro de 2026
Equipe do Clube de Regatas do Flamengo, campeã geral do feminino no CBI Troféu Brasil de Judô Cadete e Júnior 2026 © Arquivo
Com 522 atletas representando 102 associações de todas as regiões do país, o CBI Troféu Brasil de Judô Cadete e Júnior 2026 transformou o Iate Clube de Brasília em um amplo ponto de encontro do judô nacional ao longo da semana. A competição, promovida pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), abriu oficialmente a temporada 2026 e marcou a estreia do Circuito Nacional de Judô, novo formato pensado para dar unidade, calendário e maior densidade competitiva às disputas nacionais de base.

Grêmio Náutico União celebra o título de campeão geral do masculino no CBI Troféu Brasil de Judô Cadete e Júnior 2026 © CBJ
Dentro desse cenário amplo e altamente competitivo, dois clubes se destacaram de forma contundente. No masculino, o Grêmio Náutico União (RS) confirmou sua força ao conquistar o título geral, enquanto no feminino o Clube de Regatas do Flamengo (RJ) assumiu o protagonismo e encerrou a competição como campeão.
Após três dias intensos de combates, o Grêmio Náutico União consolidou-se como o grande campeão geral masculino, liderando também o ranking de clubes com maior número de medalhas de ouro. O desempenho dos gaúchos refletiu equilíbrio entre as classes Cadete e Júnior, além de profundidade técnica em diferentes categorias de peso.
No Cadete, o GNU subiu ao lugar mais alto do pódio com Arthur Bonato (-50kg) e Yago Mello (-81kg). Já no Júnior, o clube ampliou sua supremacia com os títulos de Matheus Silva (-100kg), João Canello (-90kg), Silas Costa (-81kg) e Cauã Santos (-66kg). O conjunto de resultados foi complementado pelos bronzes de Isaaf Bezerra (-81kg), João Gabriel Santana (-60kg) e Pedro Santana (-66kg).

Pódio masculino do CBI Troféu Brasil de Judô Cadete e Júnior 2026, com Grêmio Náutico União (RS) em primeiro lugar, Esporte Clube Pinheiros (SP) em segundo, Clube Paineiras do Morumby (SP) em terceiro, Sociedade de Ginástica Porto Alegre – Sogipa (RS) em quarto e Instituto Reação (RJ) em quinto © Arquivo
No feminino, o clube também deixou sua marca, com o ouro de Sarah Mendes (-48kg) no Júnior, além dos bronzes conquistados por Vitória Maia (-78kg), Cecília Silva (-52kg), Anna Sperling (-70kg) e Gabriela Silva (+78kg), reforçando a consistência do projeto esportivo em ambos os naipes.
Completaram o pódio geral masculino o Esporte Clube Pinheiros (SP), em segundo lugar, o Clube Paineiras do Morumby (SP), em terceiro, a Sogipa (RS), em quarto, e o Instituto Reação (RJ), em quinto.

Membros da comissão técnica gaúcha e atletas comemoram a importante conquista no Distrito Federal © Arquivo
No feminino, o Clube de Regatas do Flamengo foi o grande destaque do quadro geral de medalhas. A equipe carioca encerrou a competição com três medalhas de ouro e seis de bronze, desempenho que lhe garantiu o título geral e evidenciou a força do clube na formação e no alto rendimento das categorias de base.
Os ouros rubro-negros vieram com Clarice Vallim (-70kg), campeã tanto no Cadete quanto no Júnior, e com Manuela Maia (-63kg), vencedora no Cadete. As demais medalhas foram conquistadas por Manuela Maia, agora no Júnior, Emanuelly Silva (-57kg) e Rhyana Machado (-63kg), ampliando o protagonismo do clube no feminino.
No masculino, o Flamengo também esteve presente no pódio, com as medalhas de Ruan Vasconcelos (-81kg/prata) e Vinicius Oliveira (-60kg/bronze) no Júnior, além de João Palma (-90kg/prata), Kelvyn Silva (-73kg/bronze) e João Coelho (-66kg/bronze) no Cadete, demonstrando consistência competitiva nos dois gêneros.
O pódio geral feminino foi completado pelo Instituto Reação (RJ), em segundo lugar, pela Sociedade Esportiva Palmeiras (SP), em terceiro, pela Sogipa (RS), em quarto, e pelo Esporte Clube Pinheiros (SP), em quinto.

Murilo Gouveia, coordenador de judô do Clube de Regatas do Flamengo, exibe o troféu de campeão feminino do CBI Troféu Brasil de Judô Cadete e Júnior 2026 © Arquivo
Com 107 equipes inscritas, representando todas as regiões do país, a competição já se impõe como um retrato expressivo da capilaridade e da expansão territorial do judô brasileiro em nível competitivo. Realizar um evento clubístico dessa envergadura logo na primeira semana de fevereiro evidencia não apenas organização e adesão, mas sobretudo a pulverização da modalidade, com projetos estruturados, em diferentes estágios de maturação, espalhados por todo o território nacional.

Equipe do Grêmio Náutico União reunida celebra a conquista do título masculino do CBI Troféu Brasil de Judô Cadete e Júnior 2026 © Arquivo
Nesse contexto amplo de participação, 29 clubes de 11 estados conseguiram transformar presença em pódio, considerando os resultados combinados das disputas masculina e feminina. O dado não diminui o alcance do evento — ao contrário, ajuda a dimensionar seu nível técnico. Em um universo numeroso e diverso, chegar à medalha exige mais do que participação: requer densidade competitiva, planejamento, elenco equilibrado e capacidade de decisão nos momentos-chave.
A estatística também revela um traço saudável do sistema competitivo. Embora o pódio concentre-se naturalmente em um grupo mais restrito de equipes, ele não se limita às potências tradicionais. Entre os clubes medalhistas, convivem estruturas consolidadas de alto rendimento e projetos regionais que, por meio de trabalho consistente, conseguiram converter vivência, intercâmbio técnico e investimento em resultado esportivo.

Rubronegros Walter Matheus (treinador), Murilo Gouveia (coordenador de judô), Rosicleia Campos (treinadora) e Renan Moutinho (treinador) ao lado das judocas Clarice Vallim (ouro), Emanuelly Sormani (bronze), Manuela Maia (ouro) e Ruan Vasconcelos (prata) © Arquivo
Assim, o número expressivo de inscritos reforça a força do intercâmbio técnico, a troca de experiências entre diferentes escolas de judô e a consolidação de um ambiente competitivo que valoriza tanto quem alcança o pódio quanto quem amplia repertório, vivência e maturidade esportiva. Em síntese, trata-se de um cenário que confirma a amplitude, a diversidade e a vitalidade do judô brasileiro em nível clubístico.
São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (RJ)
Paraná (PR)
Rio Grande do Sul (RS)
Santa Catarina (SC)
Bahia (BA)
Mato Grosso do Sul (MS)
Minas Gerais (MG)
Rio Grande do Norte (RN)
Ceará (CE)
Pernambuco (PE)
Clique AQUI e acesse o quadro geral de medalhas do CBI Troféu Brasil de Judô – Cadete e Júnior 2026.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do BNDES, parceiro estratégico no fortalecimento da modalidade e na projeção do judô brasileiro em âmbito global.
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