Brasil impõe domínio absoluto em Tbilisi e reafirma supremacia no judô paralímpico

Na final, Brenda de Freitas supera a grega Theodora Paschalidou e conquista o título © IBSA

Com cinco ouros, três pratas e três bronzes, Brasil reafirma sua hegemonia internacional e mantém a tradição de liderança mundial no judô para cegos.

Fonte CPB
Curitiba, 27 de março de 2026

A Seleção Brasileira de judô paralímpico confirmou mais uma vez sua força no cenário internacional ao conquistar o título geral da Copa do Mundo da IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos), disputada em Tbilisi, na Geórgia. Ao final da competição, encerrada nesta quarta-feira, 25, o Brasil somou 11 medalhas — cinco de ouro, três de prata e três de bronze — garantindo a liderança do quadro geral.

O desempenho dominante foi construído, sobretudo, no segundo e último dia de disputas, quando os brasileiros subiram ao pódio nove vezes: quatro ouros, três pratas e dois bronzes. Na abertura da competição, na terça-feira, 24, a equipe já havia assegurado dois pódios, com o ouro da potiguar Rosicleide Andrade e o bronze do rondoniense Danilo Gerônimo.

Na categoria acima de 70kg (classe J2, para atletas com baixa visão), o Brasil protagonizou uma dobradinha de alto nível técnico. As paulistas Rebeca Silva e Meg Emmerich se enfrentaram na final, com vitória de Rebeca, campeã paralímpica em Paris 2024. A italiana Carolina Costa e a uzbeque Mokhinur Parmonova completaram o pódio.

Ainda entre as mulheres, na categoria até 70kg (classe J2), a paulista Alana Maldonado, bicampeã paralímpica (Tóquio 2020 e Paris 2024), confirmou o favoritismo ao conquistar o ouro diante da turca Duygu Artar. Já na classe J1 (para atletas cegos) da mesma categoria, a fluminense Brenda de Freitas, medalhista de prata em Paris 2024, subiu ao lugar mais alto do pódio ao derrotar a grega Theodora Paschalidou.

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“Eu já esperava uma final dura. Minha adversária me estudou bastante, assim como eu também busco evoluir a cada luta. Mesmo quando venço, volto para corrigir os erros e tentar ser cada vez melhor. Consegui entrar concentrada e fazer o que venho treinando, o que nem sempre é fácil, porque o emocional pesa bastante”, destacou Brenda.

“A gente sabe que essas competições também servem para observar as adversárias, sentir o ritmo e entender melhor o que fazer e o que evitar. Ainda mais em um ano de Mundial, isso faz muita diferença. Fico muito feliz com o resultado”, completou a judoca.

No masculino, o paraibano Willians Araújo, campeão paralímpico em Paris 2024 e medalhista de prata no Rio 2016, garantiu o ouro na categoria acima de 95kg (classe J1) ao vencer o cazaque Yerlan Utepov.

Medalhistas brasileiros

OURO
Alana Maldonado
Brenda Freitas
Rebeca Silva
Rosicleide Andrade
Wilians Araújo

PRATA
Marcelo Casanova
Meg Emmerich
Millena Freitas

BRONZE
Danilo Gerônimo
Erika Zoaga
Felipe Amorim

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