09 de maio de 2026
Rafaela Silva joga a holandesa Joanne Van Lieshou na disputa do bronze © Tamara Kulumbegashvili / FIJ
Neste sábado, a campeã olímpica Rafaela Silva conquistou a medalha de bronze no Grand Slam de Astana, no Cazaquistão. Na disputa pelo terceiro lugar, a carioca da categoria meio-médio (-63kg), que defende o Instituto Reação (RJ), venceu a holandesa Joanne Van Lieshout, atual vice-líder do ranking mundial, com dois yukos.
O Brasil ainda conquistou outras duas medalhas de bronze no segundo dia de competição. No peso médio (-70kg), Nauana Silva superou a polonesa Aleksandra Kowalewska, enquanto no peso meio-médio masculino (-81kg), David Lima garantiu lugar no pódio ao derrotar o cazaque Doskhan Zholzhaxynov.
Com o resultado em Astana, Rafaela Silva manteve a excelente fase na temporada e deve subir da terceira para a segunda colocação no ranking mundial da Federação Internacional de Judô (FIJ).
Neste ano, a judoca brasileira já conquistou os títulos do Grand Slam de Paris e do GP da Áustria, além da medalha de prata no Campeonato Pan-Americano Sênior.
A campanha no Cazaquistão começou com vitória sobre a russa Kseniia Galitskaia nas oitavas de final. Em seguida, Rafaela derrotou a cazaque Esmigul Kuyulovagali. A única derrota veio na semifinal, diante da mongol Enkhriilen Lkhagvatogoo.
“Estou me adaptando cada vez melhor a essa categoria. Ainda enfrento atletas com quem nunca havia lutado ou treinado antes, mas venho me sentindo muito bem. Tenho confiança no trabalho que estamos construindo e na dedicação da minha equipe, que faz tudo para que eu possa seguir competindo em alto nível”, afirmou Rafaela.
Com a nova medalha, a campeã olímpica chegou à marca inédita de sete etapas internacionais consecutivas subindo ao pódio.

Pódio da categoria até 63kg feminino no Grand Slam de Astana com a campeã Enkhriilen Lkhagvatogoo, da Mongólia; a vice-campeã Dali Liluashvili, da Rússia; e as medalhistas de bronze Rafaela Silva do Brasil e Sara-Joy Bauer, da Alemanha © Tamara Kulumbegashvili / FIJ
O bronze também garantiu classificação antecipada para o Campeonato Mundial, que será disputado em outubro, no Azerbaijão. O critério estabelecido pela Confederação Brasileira de Judô para convocação automática previa a conquista de três medalhas no Circuito Mundial em 2026.
Nauana Silva disputou em Astana apenas sua segunda competição internacional no peso médio (-70kg). Campeã Pan-Americana há duas semanas, a atleta confirmou o bom momento ao assegurar mais um pódio importante na temporada.

Nauana Silva e a técnica Andrea Berti comemoram a conquista da medalha de bronze na categoria até 70kg no Grand Slam de Astana © Gabriela Sabau / FIJ
Na estreia, venceu Nika Koren. Depois, acabou derrotada pela italiana Giorgia Stangherlin nas quartas de final. Na repescagem, superou a alemã Giovanna Scoccimarro, vice-campeã mundial em 2023. Na disputa do bronze, venceu a polonesa Aleksandra Kowalewska.
Com os 500 pontos conquistados no Grand Slam, a judoca do Esporte Clube Pinheiros deverá aparecer entre as 35 melhores atletas do ranking mundial da categoria, menos de um mês após estrear oficialmente no circuito da FIJ.

Pódio da categoria até 70kg feminino no Grand Slam de Astana com a campeã Clémence Eme, da França; a vice-campeã Miriam Butkereit, da Alemanha; e as medalhistas de bronze Sanne Van Dijke, da Holanda, e Nauana Silva, do Brasil © Tamara Kulumbegashvili / FIJ
“Estou muito feliz com o meu desempenho. Consegui executar bem as estratégias que treinamos com a sensei Andrea Berti. Essa é minha segunda medalha na nova categoria e a primeira no Circuito Mundial. Ela chega em um momento muito importante, praticamente na abertura do ranking olímpico, então me deixa ainda mais motivada para a sequência da temporada”, destacou Nauana.
Na categoria até 81kg, David Lima voltou a subir ao pódio de um Grand Slam após sete anos.
Atual número 79 do ranking mundial, o brasileiro iniciou sua campanha derrotando o canadense François Gauthier, sexto colocado do ranking mundial. Na sequência, acabou superado pelo ucraniano Vladislav Kolobov. Na repescagem, venceu o francês Oumar Djalo e, na luta pelo bronze, derrotou o cazaque Doskhan Zholzhaxynov.

David Lima e o técnico Antonio Carlos de Oliveira Pereira, o Kiko, comemoram a conquista do bronze nos -81kg © Gabriela Sabau / FIJ
Com os 500 pontos conquistados em Astana, o judoca da Sogipa (RS) deve entrar no top 50 mundial da categoria meio-médio.
“É muito importante conseguir manter uma regularidade tanto nas competições nacionais quanto internacionais. Essa medalha tem um significado muito grande para mim. Desde o Troféu Brasil venho subindo ao pódio em praticamente todas as competições, e conquistar esse resultado às vésperas do início da corrida olímpica aumenta ainda mais minha confiança”, afirmou David.

Pódio da categoria até 81kg masculino no Grand Slam de Astana com o campeão Zhalgas Kairolla, do Cazaquistão; o vice-campeão Petru Pelivan, da Moldávia; e os medalhistas de bronze David Lima, do Brasil, e Vladyslav Kolobov, da Ucrânia © Tamara Kulumbegashvili / FIJ
O Brasil iniciou sua participação em Astana com a medalha de bronze de Sarah Souza na categoria leve (-57kg).
Na disputa do bronze, a atleta do Esporte Clube Pinheiros superou a italiana Veronica Toniolo após aplicar um ko-soto-gake, golpe que definiu o combate e assegurou seu lugar no pódio.
Na estreia, Sarah venceu a uruguaia Maya Leopold nas oitavas de final com dois wazaris. Em seguida, derrotou a brasileira Jéssica Lima com um contragolpe pontuado em wazari. A única derrota da campanha veio na semifinal, diante da francesa Faiza Mokdar, que venceu por ippon e encaminhou a brasileira para a disputa do bronze.
Com quatro medalhas conquistadas em dois dias de competição, o Brasil aparece entre os cinco países com maior número de pódios no Grand Slam de Astana, evento que reúne 36 países e 295 atletas inscritos.
A delegação brasileira soma o mesmo número de medalhas da França (1ª colocada), enquanto a Mongólia (2ª colocada) e o Cazaquistão (4º colocado) possuem cinco conquistas cada. A Federação Russa (3ª colocada) lidera em número total de medalhas, com seis pódios.
A etapa cazaque do Grand Slam termina neste domingo (10), terceiro e último dia de competição. O Brasil terá oito representantes nos tatamis: Beatriz Freitas (-78kg), Karol Gimenes (-78kg), Giovanna Santos (+78kg) e Thauana Silva (+78kg), no feminino, além de Guilherme Schimidt (-90kg), Rafael Macedo (-90kg), Giovani Ferreira (-100kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg), no masculino.
As preliminares começam às 3h30 (horário de Brasília), enquanto o bloco final está previsto para as 9h. Judo TV, Time Brasil TV, Cazé TV e Sportv 3 transmitem as disputas ao vivo.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do BNDES, responsável por um aporte estruturante no atual ciclo olímpico da modalidade.
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