JJIF amplia desenvolvimento do Para Ju-Jitsu por meio de parceria com o Brasil

Elcirley Luz Silva, Christian Horvath-Portele, João Batista Carvalho com lideranças do CBCP Dirigentes da JJIF e do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos analisam indicadores da modalidade © Arquivo

Com foco na inclusão e na acessibilidade, a JJIF aposta na integração de atletas com deficiência aos grandes eventos internacionais e vê no Brasil um parceiro estratégico para impulsionar o crescimento do Para Ju-Jitsu.

Por Farzad Youshanlou / SportsIn
Curitiba, 15 de junho de 2026

A Federação Internacional de Ju-Jitsu (JJIF) deu mais um passo em sua estratégia de expansão do Para Ju-Jitsu ao estabelecer uma nova parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP). As tratativas foram realizadas durante o Campeonato Mundial Universitário de Esportes de Combate da FISU 2026, disputado em Brasília.

À margem da competição, representantes da JJIF, entre eles a conselheira Elcirley Luz Silva e o dirigente Christian Horvath-Portele, reuniram-se com lideranças do CBCP para discutir iniciativas voltadas ao desenvolvimento do paradesporto e à ampliação da inclusão por meio do esporte. O encontro contou com a participação do presidente da entidade brasileira, João Batista Carvalho e Silva.

Desde 2018, a JJIF vem promovendo o Para Ju-Jitsu como parte de um projeto mais amplo de democratização do acesso à modalidade. A disciplina integrou o programa dos Jogos de Combate SportAccord, em Riade, em 2023, e terá uma versão inclusiva voltada à autodefesa nos Jogos Mundiais de Chengdu, em 2025.

Dirigentes discutem estratégias para ampliar a participação de atletas com deficiência na modalidade © Arquivo

A estratégia adotada pela federação internacional prioriza a integração dos atletas. Em vez de promover competições paralelas, a entidade busca desenvolver formatos que permitam a participação de praticantes com diferentes níveis de habilidade dentro da mesma estrutura competitiva. O objetivo é eliminar barreiras e consolidar a inclusão como elemento permanente do esporte.

Durante a reunião em Brasília, os dirigentes do CBCP também apresentaram os principais desafios enfrentados pelo paradesporto brasileiro, especialmente nas categorias de base. Entre os pontos debatidos estiveram o acesso limitado a instalações esportivas adequadas, as restrições de financiamento e a necessidade de criar trajetórias de desenvolvimento mais estruturadas para os atletas.

A experiência brasileira nos esportes de combate, aliada a políticas voltadas à inclusão social, foi destacada como uma referência potencial para outros países. Na avaliação dos participantes, a cooperação entre as duas entidades poderá gerar modelos e boas práticas capazes de fortalecer programas de desenvolvimento em diferentes regiões do mundo.

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A ampliação das ações da JJIF no paradesporto também está alinhada ao movimento internacional que valoriza cada vez mais a inclusão e a acessibilidade como pilares fundamentais do sistema esportivo. Embora a integração de atletas paralímpicos em grandes eventos represente desafios organizacionais, ela também oferece uma oportunidade de superar divisões históricas e ampliar a participação esportiva.

Ao final do encontro, ambas as organizações manifestaram interesse em aprofundar a cooperação e desenvolver projetos que utilizem o esporte como instrumento de transformação social. Para a JJIF, o sucesso do Para Ju-Jitsu será medido não apenas pelos resultados competitivos, mas também pela capacidade de ampliar o acesso e a participação de novos praticantes em todo o mundo.

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