22 de setembro de 2026
O judô é um dos esportes mais praticados no Brasil © Gabriel Augusto / COB
O Brasil tomou conta do pódio. Nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026, o judô brasileiro conquistou 11 dos 14 ouros individuais, colocou todos os seus representantes no pódio e encerrou a campanha com um contundente 4 a 0 sobre o Peru na final por equipes mistas. Foram 15 medalhas em 15 possibilidades: 12 ouros, uma prata e dois bronzes. Uma demonstração de supremacia nos tatamis de Rosário, na Argentina.
“A juventude assumiu a responsabilidade e entregou uma campanha que explica o lugar do judô na cultura esportiva brasileira.”
A dimensão do resultado aparece na divisão dos títulos: entre as disputas individuais e por equipes mistas, o Brasil conquistou 12 dos 15 ouros em jogo — 80% dos ouros da competição. Os outros dez países participantes dividiram os três restantes: dois para a Venezuela e um para o Chile. Em todas as provas, sem exceção, houve presença brasileira no pódio.
Esse domínio ganha ainda mais peso pelo perfil da seleção. O país competiu com uma equipe formada majoritariamente por judocas das categorias de base e dos primeiros anos do sênior, selecionados em uma disputa com quase 100 participantes. A juventude assumiu a responsabilidade e entregou uma campanha que explica o lugar do judô na cultura esportiva brasileira: uma força orgânica capaz de formar sucessores e renovar seu poderio competitivo.

A conquista foi construída em três dias. Na sexta-feira (18), Diego Ismael, Ronald Lima, Guilherme de Oliveira, Nauana Silva e Ana Soares abriram caminho com cinco ouros. Beatriz Freitas levou a prata, e Pietra Estrela, o bronze. No sábado (19), a seleção acelerou: Sarah Mendes, Rafaela Rodrigues, Gyovanna Andrade, Gabriel Falcão, Marcelo Gomes e Andrey Coelho venceram seis das sete categorias em disputa. Wilgner Mendes completou a jornada com um bronze.
“Foi o melhor desempenho do judô brasileiro nos Jogos considerando o atual sistema olímpico e mundial de categorias de peso.”
No domingo (20), veio o fechamento coletivo. Após superar a Venezuela por 4 a 1 na semifinal, o Brasil venceu o Peru por 4 a 0. Gyovanna Andrade, Guilherme de Oliveira e Nauana Silva construíram a vantagem, e Marcelo Gomes confirmou o título no golden score. O último ouro coroou a campanha de uma seleção que encontrou força tanto nas conquistas individuais quanto na união da equipe.

Clubes, treinadores e atletas sob a orientação de uma gestão nacional que fomenta a cultura esportiva do judô © Jonne Roriz/COB
Segundo a CBJ, foi o melhor desempenho do judô brasileiro nos Jogos considerando o atual sistema olímpico e mundial de categorias de peso. A ressalva preserva a dimensão histórica: em 2002, o Brasil conquistou 13 ouros, mas havia quatro categorias a mais no programa.
“Ter essa juventude é muito importante para fomentar o judô brasileiro e mantê-lo forte em todos os níveis”, destacou o chefe de equipe Marcelo Theotonio, que vê integrantes dessa geração na disputa por vagas em Los Angeles 2028 e Brisbane 2032.
Em Santa Fé, essa renovação já subiu ao pódio. E ocupou quase todo o topo.

A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio oficial do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e com o apoio institucional do COB – Comitê Olímpico do Brasil.