Sensei Duzão apoia Raphael Ferris e defende atenção aos projetos sociais e a quem faz o esporte acontecer

Sensei Duzão apoia Raphael Ferris © Global Sports

Faixa-preta de judô, jiu-jitsu e sumô, Eduardo Lopes vê na experiência do fisioterapeuta e candidato a deputado estadual uma oportunidade de aproximar a Assembleia Legislativa das necessidades de professores, atletas e associações.

Por Paulo Pinto / Global Sports
Curitiba, 24 de setembro de 2026

O apoio do professor Eduardo Lopes, o Duzão, à candidatura de Raphael Ferris a deputado estadual parte de uma expectativa concreta: que as necessidades de quem ensina, treina e mantém projetos esportivos em funcionamento encontrem espaço nas decisões públicas. Faixa-preta de judô, jiu-jitsu e sumô, ele defende uma representação que conheça o cotidiano dos professores, alcance os pequenos municípios e ajude os alunos a continuar no esporte quando as dificuldades ameaçam interromper sua trajetória.

Nascido em Pompeia, no interior paulista, em 6 de julho de 1989, Duzão atua no Instituto Kodawari e no Judô Itatiba, e cursa o ensino superior. Sua visão do esporte nasce da experiência como atleta e do trabalho como professor. Para ele, as modalidades de luta contribuem para a formação individual e a socialização, aproximam pessoas e ajudam cada praticante a compreender a importância de respeitar o próximo, apoiar os companheiros e assumir compromissos consigo e com a coletividade.

É nessa perspectiva que relaciona a formação de Ferris como faixa-preta de taekwondo à profissão de fisioterapeuta e à experiência à frente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região (Crefito-3), de cuja presidência está licenciado. Na avaliação de Duzão, a disciplina aprendida no esporte e o cuidado com as pessoas exigido pela fisioterapia são experiências que podem contribuir para o exercício do mandato.

Duzão vê na candidatura de Ferris uma oportunidade de aproximar Assembleia Legislativa ao seguimento esportivo © Global Sports

Sua expectativa, porém, vai além da identificação com o candidato. O professor reivindica projetos bem estruturados, atenção à formação dos profissionais e apoio às associações que oferecem oportunidades de participação em competições. Também ressalta a necessidade de acompanhar as iniciativas depois de sua implantação, para que o atendimento à comunidade tenha continuidade.

Essa discussão aproxima o esporte de outras responsabilidades públicas. Projetos com orientação qualificada podem oferecer espaços de convivência, aprendizado e pertencimento. Na saúde, os benefícios da atividade física regular incluem a prevenção de doenças e a redução de sintomas de ansiedade e depressão, conforme a Organização Mundial da Saúde. São contribuições que reforçam a importância de políticas articuladas entre esporte, educação e saúde.

Na entrevista a seguir, Duzão explica seu apoio e apresenta as prioridades que espera ver defendidas na Assembleia Legislativa de São Paulo.

DE QUE FORMA A EXPERIÊNCIA DE RAPHAEL FERRIS COMO FAIXA-PRETA DE TAEKWONDO E FISIOTERAPEUTA LIGADO AO ESPORTE PODE CONTRIBUIR PARA SUA ATUAÇÃO COMO DEPUTADO ESTADUAL?

A formação de um faixa-preta exige inteligência, disciplina, foco e ética. São qualidades e valores que a pessoa leva para fora do tatami e que o Raphael pode levar para sua atuação como deputado na Assembleia Legislativa.

A fisioterapia acrescenta outra experiência importante. Ele precisou estudar, se dedicar à formação e aprender a cuidar das pessoas. É uma profissão que exige olhar para o próximo, procurar compreender sua dor e trabalhar para ajudá-lo. Espero essa mesma preocupação em alguém que vai representar a população.

Vejo nele uma combinação de resiliência, disciplina, foco e cuidado com as pessoas. Acredito que essa formação pode ajudá-lo a fazer um bom trabalho como deputado estadual por São Paulo.

EM SUA AVALIAÇÃO, COMO A PRESENÇA DE UM REPRESENTANTE DO ESPORTE NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PODERIA CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DO SETOR?

Pode ajudar muito, porque acredito profundamente no poder do esporte de salvar vidas e formar pessoas. Quando vemos situações de agressão a professores, por exemplo, penso no quanto a vivência esportiva poderia contribuir para ensinar respeito, disciplina e limites.

Nas modalidades de luta, o aluno aprende a respeitar o professor, os colegas e as regras. Entende que não pode agir de qualquer maneira e que suas atitudes têm consequências. Esse aprendizado precisa acompanhá-lo na escola, na família e nos demais espaços de convivência.

Espero que um representante na Assembleia trabalhe por projetos que ampliem o acesso ao judô e a outras modalidades, dentro e fora das escolas. O esporte ensina resiliência, jogo limpo e respeito ao próximo. São valores que fazem diferença no nosso dia a dia.

QUE COMPROMISSOS CONCRETOS O SENHOR ESPERA DE RAPHAEL FERRIS COM OS ATLETAS, OS PROFESSORES E OS PROJETOS ESPORTIVOS?

Espero que ele use o conhecimento adquirido na fisioterapia e na presidência do Crefito-3 para ajudar a desenvolver projetos sociais mais organizados e capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente das crianças.

As cidades do estado de São Paulo precisam desse apoio, inclusive os municípios menores. Mas não basta implantar um projeto e ir embora. É necessário conhecer quem vai dar as aulas, saber como foi a formação desses profissionais e acompanhar o trabalho desenvolvido.

Também precisamos olhar para os atletas de competição. Muitos alunos saem de projetos sociais, começam a competir e encontram dificuldades para continuar. A oportunidade inicial é importante, mas eles também precisam de condições para seguir adiante.

As associações enfrentam uma luta diária para manter seus atletas nas competições e representar suas academias. Espero iniciativas que ofereçam suporte a essas entidades e aos profissionais que sustentam esse trabalho.

O SENHOR CONSIDERA O ESPORTE UMA DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL DO PAÍS?

Para mim, é uma das principais ferramentas de formação das pessoas. O esporte ensina disciplina, respeito, disposição para ajudar o próximo e humildade. Dá ao praticante uma compreensão de que existem regras, responsabilidades e outras pessoas que precisam ser consideradas.

Nas lutas, isso aparece desde o início. O aluno precisa ouvir o professor, respeitar sua orientação e aprender a conviver com os colegas. Não chega ao dojô impondo sua vontade. Existe um processo de aprendizado que exige dedicação e respeito.

Também há o espírito competitivo e o espírito de equipe. Mesmo em uma modalidade individual, fazemos parte de um grupo. Aprendemos a pensar na coletividade, a ajudar os companheiros e a compreender que o trabalho de cada um contribui para o desenvolvimento dos demais. Sinto falta dessa preocupação com o coletivo na sociedade, e o esporte tem muito a oferecer nesse sentido.

QUE MENSAGEM FINAL O SENHOR GOSTARIA DE DEIXAR SOBRE A IMPORTÂNCIA DESSA REPRESENTAÇÃO?

Quero que ele olhe para o esporte e para as pessoas que fazem esse trabalho todos os dias. Nós já fomos atletas e hoje estamos como professores e técnicos, acompanhando de perto as dificuldades de quem quer aprender, treinar e competir.

Ter alguém disposto a nos ouvir e a conhecer essa realidade já é um passo importante. Espero que o Raphael seja essa voz na Assembleia, com atenção aos profissionais, aos alunos e às associações. É essa presença, próxima de quem está trabalhando, que espero ver transformada em apoio concreto.