01 de outubro de 2026
Paulo Wanderley e Henrique Guimarães: diálogo e respeito mútuo fortalecem a sintonia entre a CBJ e a FPJudô e a cooperação pelo desenvolvimento do judô brasileiro © Global Sports
A realização do Troféu Brasil Júnior em São Paulo oferece um ponto de partida para discutir uma relação que vai além da organização de competições. Para o presidente da Federação Paulista de Judô, Henrique Serra Azul Guimarães, a cooperação entre a FPJudô e a Confederação Brasileira de Judô deve contribuir para a formação dos atletas e o fortalecimento de clubes e professores, respeitando a autonomia das federações e as diferentes realidades do país.
Presente no evento, o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, destacou a quantidade e a qualidade dos atletas, a experiência de São Paulo na realização de competições e a atuação de Henrique como elementos que fundamentam a confiança da Confederação na sede paulista.
“A garantia de quantidade e qualidade de atletas e a expertise de realizar eventos em São Paulo são óbvias. E a liderança do nosso presidente, Henrique Serra Azul Guimarães, está demonstrada em cada evento que ele realiza. Então, a segurança que a Confederação Brasileira de Judô tem em realizar o evento em São Paulo está fundamentada nesses pontos.”

Professor Paulo Wanderley: experiência e firmeza na condução do judô brasileiro © Global Sports
Além de destacar a capacidade de São Paulo para receber competições nacionais, Paulo Wanderley avaliou a relação institucional entre a CBJ e a FPJudô, ressaltando a visão e o posicionamento de Henrique Guimarães.
“Sobre o momento da relação institucional da CBJ com a FPJudô, como sempre aconteceu, aliás, é muito bom, mas com a vantagem de que tanto a visão quanto o posicionamento político do professor Henrique são muito claros e pertinentes.”
Ao avaliar a relação entre a FPJudô e a CBJ, Henrique Guimarães destaca o ambiente de entendimento entre as instituições. Para o presidente da Federação Paulista, essa proximidade permite trabalhar com objetivos compartilhados, preservando a autonomia de cada entidade e ampliando as possibilidades de colaboração.
“Felizmente, hoje São Paulo vive um momento muito bom na relação com a CBJ, marcado pela paz, pela harmonia e pela cooperação. Temos um diálogo aberto e respeitoso com o professor Paulo Wanderley e disposição para trabalhar juntos pelo desenvolvimento do judô brasileiro.”

Henrique Guimarães: autonomia nas decisões e compromisso com uma agenda de cooperação entre o judô paulista e a CBJ © Global Sports
Henrique associa essa interlocução à experiência adquirida por Paulo Wanderley à frente da Federação Espírito-Santense de Judô e ao conhecimento das responsabilidades de quem atua diretamente com clubes, professores e atletas. Antes de retornar à presidência da CBJ, o dirigente comandou a Confederação por vários mandatos e presidiu o Comitê Olímpico do Brasil (COB), reunindo experiência na gestão estadual, nacional e do esporte olímpico. Para Henrique, compreender as diferentes condições socioeconômicas, culturais e de infraestrutura esportiva dos estados e municípios é fundamental para construir uma política nacional que respeite as particularidades de cada federação.
“O professor Paulo Wanderley tem uma compreensão ampla do papel das federações e da importância de cada uma na construção do judô brasileiro. Uma política nacional precisa estabelecer objetivos comuns e, ao mesmo tempo, respeitar essas particularidades e a autonomia das federações para trabalhar em seus contextos.”
Nesse trabalho conjunto, a estrutura paulista representa uma contribuição que deve estar acompanhada da disposição de ouvir e aprender. Henrique defende uma relação de troca entre as federações, reconhecendo o conhecimento construído em diferentes regiões e sua importância para o desenvolvimento da modalidade.
“São Paulo tem uma estrutura expressiva e pode contribuir com sua experiência, assim como tem muito a aprender com o trabalho desenvolvido pelas demais federações. Cada uma conhece sua realidade e reúne experiências importantes para o judô brasileiro.”
“Nossa disposição é trabalhar com a Confederação e com as outras federações, compartilhar conhecimentos e buscar soluções em conjunto.”
A presença do presidente da CBJ no Troféu Brasil Júnior também oferece uma oportunidade para discutir a continuidade da formação dos atletas. Para Henrique, o encontro entre dirigentes, treinadores e equipes permite identificar necessidades de uma categoria que representa uma etapa decisiva na trajetória esportiva.
“Uma prioridade que considero importante levar a esse diálogo é a continuidade da formação e das oportunidades competitivas. Precisamos pensar nas condições para que o atleta siga se desenvolvendo, com o apoio de seu clube, de sua federação e da Confederação. Isso interessa a São Paulo e também às demais federações, que enfrentam esse desafio dentro de suas realidades.”

Ao lado de Paulo Wanderley, Henrique Guimarães reafirma o compromisso da FPJudô de caminhar com a CBJ na construção de objetivos comuns para o judô brasileiro © Global Sports
Como sede, São Paulo assume a responsabilidade de corresponder ao esforço das delegações para participar de uma competição nacional. Planejamento, estrutura adequada, informações claras e atendimento às equipes integram esse compromisso, que envolve tanto a organização esportiva quanto o acolhimento dos visitantes.
“Queremos que cada delegação encontre em São Paulo um ambiente de respeito e se sinta parte do evento. O Troféu Brasil Júnior ganha sua dimensão pela presença e pelo trabalho dos clubes e das federações de todo o país. Como anfitriões, temos a responsabilidade de reconhecer essa contribuição e cuidar para que todos possam se concentrar no que vieram fazer.”
A avaliação desse trabalho, acrescenta Henrique, deve considerar a experiência das delegações e da equipe da CBJ, identificando acertos e aspectos a aperfeiçoar. O critério é a qualidade das condições oferecidas ao conjunto dos participantes, independentemente dos resultados dos atletas paulistas.
“Cumprimos nosso papel quando oferecemos uma organização que respeita o esforço dos participantes e contribui para a qualidade da competição. Essa avaliação independe do resultado esportivo de São Paulo. Nossa responsabilidade como sede é com o conjunto do evento e com todas as delegações.”

Henrique Guimarães e Paulo Wanderley acompanham de perto as disputas do Troféu Brasil Júnior: presença que valoriza os atletas e aproxima a gestão da realidade do shiai-jô © Global Sports
Para Henrique, a sintonia institucional deve se traduzir em benefícios que alcancem diferentes regiões. É com esse propósito que ele situa a participação paulista em uma construção coletiva, baseada no respeito à autonomia e à contribuição de cada federação.
“Nossa disposição é trabalhar com a Confederação e com as outras federações, compartilhar conhecimentos e buscar soluções em conjunto. Acredito que essa cooperação amplia as oportunidades para atletas, professores e clubes de todo o país.”
Fundada em 1958, a Federação Paulista de Judô integra a história do desenvolvimento da modalidade no Brasil. Com 16 delegacias regionais, atua na gestão esportiva e no fortalecimento do judô paulista, em um trabalho construído pela participação de professores, atletas, clubes e associações. A entidade conta com o apoio da Ajinomoto do Brasil, da Shihan Kimonos e da Original Tatamis Yamamura.
01 de outubro de 2026
30 de setembro de 2026
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