Brasil domina Astana e conquista título geral no Grand Prix de Judô da IBSA 2026

Na final da categoria J2W -70kg, Alana Maldonado (BRA) projeta Duygu Cete Artar (TUR) © Nurgali Zhumagazy / IBSA Judo

Com 12 medalhas e performances consistentes de campeões paralímpicos e jovens talentos, seleção brasileira confirma força do parajudô no Cazaquistão e encerra competição com a melhor campanha do Grand Prix.

Por Paulo Pinto / Global Sports
Curitiba, 14 de maio de 2026

O Brasil encerrou sua participação no Grand Prix de Judô da IBSA 2026, realizado em Astana, no Cazaquistão, com a conquista do título geral da competição após uma campanha marcada por consistência técnica, protagonismo internacional e domínio em momentos decisivos do torneio.

Pódio da categoria J1W +70kg: ouro para Erika Zoaga (BRA), prata para Millena de Freitas (BRA) e bronzes para Feruza Ergasheva (UZB) e Aktolkyn Seilbekova (KAZ) © Nurgali Zhumagazy / IBSA Judo

Disputado no Palácio de Luta Zhaksylyk Ushkempirov, o evento reuniu medalhistas paralímpicos e mundiais da IBSA, consolidando-se como uma das mais importantes etapas do circuito internacional do parajudô. Em meio a um ambiente altamente competitivo, a seleção brasileira terminou na liderança do quadro geral com 12 medalhas — cinco de ouro, cinco de prata e dois bronzes — além de dois quintos lugares e quatro sétimos lugares.

O ippon de Arthur Cavalcante da Silva (BRA) sobre Pavel Selivanov (NPA) na final da categoria J1M -95kg © Nurgali Zhumagazy / IBSA Judo

Embora o primeiro dia já tivesse apresentado elevado nível técnico, foi na segunda jornada de disputas que o Brasil demonstrou maior consistência coletiva, construindo a campanha que assegurou a liderança geral da competição.

Campeões paralímpicos confirmam favoritismo

Entre os destaques brasileiros em Astana esteve Arthur Cavalcante da Silva, campeão da categoria J1M -95kg. Dono de uma trajetória sólida no circuito internacional da IBSA, o brasileiro confirmou o favoritismo com atuações dominantes até a final, onde precisou de pouco mais de um minuto para aplicar um ippon sobre o atleta neutro Pavel Selivanov e assegurar mais um ouro internacional para o país.

Pódio da categoria J1M +95kg: ouro para Wilians de Araujo (BRA), prata para Baglanbek Onalbek (KAZ) e bronzes para Yerlan Utepov (KAZ) e Ali Navaei (IRI) © Nurgali Zhumagazy / IBSA Judo

Outro nome de peso que voltou a demonstrar autoridade internacional foi Wilians de Araújo, campeão da categoria J1M +95kg. Medalhista de ouro nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o brasileiro chegou ao Cazaquistão como principal favorito da divisão e controlou a final diante do cazaque Baglanbek Onalbek do início ao fim, confirmando o título com ampla superioridade técnica.

No feminino, Alana Maldonado também reafirmou sua posição entre as principais referências do parajudô mundial. Atual campeã paralímpica, a brasileira dominou a final da categoria J2W -70kg diante da turca Duygu Cete Artar, pontuando logo nos primeiros instantes do combate antes de concluir a luta com um ippon convincente.

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Hegemonia brasileira no feminino

O domínio brasileiro também ficou evidente na categoria J1W +70kg, que terminou com uma final totalmente verde e amarela entre Erika Zoaga e Millena de Freitas. Em um confronto equilibrado até a metade da luta, Zoaga assumiu o controle das ações e conquistou a medalha de ouro após sequência técnica que culminou em ippon, consolidando uma dobradinha brasileira no topo do pódio.

A campanha brasileira ainda contou com medalhas de prata conquistadas por Danilo David Geronimo Silva (J1M -81kg), Karoline Duarte (J1W -60kg), Brenda Souza de Freitas (J1W -70kg) e Marcelo Casanova (J2M -95kg).

Pódio da categoria J2W -70kg: ouro para Alana Maldonado (BRA), prata para Duygu Cete Artar (TUR) e bronzes para Cristina Dumitrescu (ROU) e Ayala Mereke (KAZ) © Nurgali Zhumagazy / IBSA Judo

Já os bronzes vieram com Larissa Silva (J1W -60kg) e Meg Emmerich (J2W +70kg), ampliando a presença brasileira entre os principais resultados do evento.

Circuito internacional em expansão

Além do desempenho brasileiro, o Grand Prix de Astana também evidenciou o crescimento técnico e estrutural do judô paralímpico internacional. Ao todo, 14 países conquistaram medalhas durante a competição, enquanto 18 nações chegaram ao bloco final em pelo menos um dos dois dias de disputas.

Pódio da categoria J2W +70kg: ouro para Rebeca Silva (BRA), prata para Zarina Raifova (KAZ) e bronzes para Meg Emmerich (BRA) e Mokhinur Parmonova (UZB) © Nurgali Zhumagazy / IBSA Judo

A organização cazaque também recebeu avaliações positivas pelo excelente ambiente oferecido às delegações, com destaque para os padrões de acessibilidade, hospitalidade e estrutura operacional do evento.

O desempenho em Astana reforça não apenas a força competitiva do Brasil no cenário internacional, mas também a consolidação do parajudô como uma das modalidades mais sólidas e desenvolvidas do esporte paralímpico mundial.

Quadro de medalhas

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