31 de outubro de 2026
Shirlen Nascimento e Kaillany Cardoso, prata, e Luana Carvalho, bronze, em Abu Dhabi © Gabriela Sabau FIJ
A seleção brasileira encerrou sua participação no Grand Slam de Abu Dhabi com duas medalhas de prata, uma de bronze e dois quintos lugares, em uma campanha construída literalmente pela equipe feminina. Disputada de quinta-feira (29) a sábado (31), na Mubadala Arena, nos Emirados Árabes Unidos, a competição reuniu 374 atletas de 59 países. O Brasil participou com 19 judocas.
Os vice-campeonatos de Shirlen Nascimento (57kg) e Kaillany Cardoso (70kg), somados ao bronze de Luana Carvalho (70kg), asseguraram os três pódios nacionais. No encerramento, Karol Gimenes (78kg) e Giovanna Santos (+78kg) também chegaram às disputas por medalhas e terminaram em quinto lugar.

Kaillany Cardoso disputa a final dos 70kg com a portuguesa Tais Pina © Gabriela Sabau FIJ
O balanço reúne duas presenças em finais e cinco brasileiras entre as cinco melhores de suas categorias. As conquistas ficaram concentradas nos dois primeiros dias, com a prata de Shirlen na quinta-feira e a dobradinha de Kaillany e Luana na sexta-feira.
A campanha de Kaillany Cardoso nos 70kg teve vitórias sobre adversárias de destaque no circuito internacional. A brasileira superou as italianas Irene Pedrotti e Giorgia Stangherlin por ippon e, na semifinal, reverteu uma desvantagem diante da australiana Aoife Coughlan, líder do ranking mundial, para vencer no golden score.
Na decisão, enfrentou a portuguesa Tais Pina, a quem havia derrotado na semifinal do Grand Slam de Budapeste. Desta vez, em uma luta equilibrada, Pina aproveitou uma transição para o solo e consolidou uma imobilização até o ippon nos segundos finais.
A prata representou a segunda final consecutiva de Kaillany em etapas de Grand Slam, depois do vice-campeonato na Hungria. Aos 22 anos, a atleta do Minas Tênis Clube voltou a demonstrar capacidade de enfrentar adversárias mais bem posicionadas no ranking e avançar às decisões.
Ao avaliar o resultado, Kaillany destacou o trabalho cotidiano e a rede de apoio que acompanha sua trajetória.
“Eu queria muito fazer um dia extraordinário aqui e eu consegui”, afirmou. “Isso aqui é fruto de muito esforço diário.”

Na mesma categoria, Luana Carvalho também percorreu uma chave exigente. Venceu a uzbeque Khurshida Razzokberdieva, a holandesa Sanne Van Dijke, medalhista olímpica e mundial, e a croata Lara Cvejetko, duas vezes vice-campeã mundial.

Luana Carvalho vibra após a conquista do bronze © Gabriela Sabau FIJ
A brasileira foi superada por Tais Pina no golden score da semifinal, mas se recuperou na disputa do bronze contra Giorgia Stangherlin. No último minuto, Luana marcou um yuko com um o-soto-gari e administrou a vantagem até o encerramento.
O resultado assegurou à judoca do SESI São Paulo seu segundo bronze em etapas de Grand Slam e completou a dobradinha brasileira no pódio dos 70kg.
“Eu estou muito feliz com essa conquista e com meu desempenho hoje. Gostaria de agradecer a todo mundo que ficou na torcida e enviou energias positivas”, declarou Luana.
Neste sábado, Karol Gimenes ficou muito próxima de acrescentar outra medalha à campanha brasileira. A disputa do bronze dos 78kg contra a holandesa Yael Van Heemst permaneceu equilibrada até o último instante do tempo regulamentar.
Quando o combate parecia encaminhado para o golden score, Van Heemst conseguiu pontuar na ação decisiva e ficou com o bronze. Karol encerrou a participação em quinto lugar.

Pódio do peso médio feminino (70kg): Tais Pina (POR), ouro; Kaillany Cardoso (BRA), prata; Luana Carvalho (BRA) e Aoife Coughlan (AUS), bronze © Gabriela Sabau FIJ
Nos +78kg, Giovanna Santos também terminou em quinto, conforme o resultado oficial da Federação Internacional de Judô (FIJ). As duas colocações completaram a campanha feminina que sustentou todos os pódios e as presenças brasileiras entre os cinco melhores em Abu Dhabi.
A delegação brasileira no Grand Slam de Abu Dhabi tem o apoio do Governo Federal por meio do Ministério do Esporte via Lei de Incentivo ao Esporte.

Pódio dos 57kg: Martha Fawaz (FRA), ouro; Shirlen Nascimento (BRA), prata; Ana Viktorija Puljiz (CRO) e Mimi Huh (KOR), bronze © Gabriela Sabau FIJ
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
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