01 de abril de 2025

Os Campeonatos Brasileiros Regionais reuniram mais de três mil atletas das 27 federações estaduais para disputas realizadas simultaneamente no último fim de semana. As cinco sedes do evento foram Manaus (AM), Aracaju (SE), Simões Filho (BA), Ji-Paraná (RO) e Canoas (RS). As competições contemplaram as classes pré-juvenil, juvenil, cadete, júnior e sênior, em todas as categorias de peso.
Professores e treinadores de Pernambuco comemoram a conquista do título da Região II © FPJU
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) havia projetado uma participação recorde de três mil atletas, mas, para surpresa de todos, a edição 2025 dos Campeonatos Brasileiros Regionais reuniu exatos 3.180 atletas — sendo 1.709 do naipe masculino e 1.471 do feminino.
Jaciano Delmiro, 1º vice-presidente da CBJ, ao lado de Yuichi Miyagawa, cônsul-geral do Japão em Manaus, durante a cerimônia de abertura do Campeonato Brasileiro da Região I © Fejama
REGIÃO I — Compreendendo os estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí e Roraima, a disputa contou com a participação de 496 atletas, representando 69 agremiações. Do total, 272 eram do naipe masculino e 224 do feminino.
Recém-eleito presidente da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, o professor Leonardo Lara comemora com dirigentes, técnicos e atletas a primeira conquista de sua gestão © FJERJ
REGIÃO II — Formada pelos estados do Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Ceará, a disputa contou com a participação de 803 atletas, oriundos de 101 agremiações. Do total, 415 competiram no naipe masculino e 388 no feminino.
Professor kodansha roku-dan (6º dan) Marco Aurélio Lopes de Moura, técnico da seleção sul-mato-grossense, recebe o troféu da equipe campeã feminina e comemora a conquista nos dois naipes, que garantiu o título geral da Região IV. Sensei Moura também é presidente da Associação Desportiva Moura © FJMS
REGIÃO III — Reunindo os estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a disputa registrou a presença de 547 atletas, vindos de 97 agremiações. Desses, 293 competiram no masculino e 254 no feminino.
Durante a cerimônia de abertura do Campeonato Brasileiro da Região V, o presidente da Federação Gaúcha de Judô, Luiz Bayard Martins, destacou a importância do evento para o fortalecimento da modalidade em todo o país © FPJudô
REGIÃO IV — Composta por Rondônia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Acre, a competição contou com 703 atletas, representando 126 agremiações. Foram 395 no naipe masculino e 308 no feminino.
Recém-eleito presidente da Federação Pernambucana de Judô, o professor kodansha shichi-dan (7º dan) Denis Lima exibe os troféus de campeão geral masculino e vice-campeão feminino do Campeonato Brasileiro da Região II. A conquista marca o início de sua gestão à frente do judô pernambucano © FPJU
REGIÃO V — Englobando os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Paraná, a disputa reuniu 631 atletas, vindos de 165 agremiações. Do total, 332 eram do masculino e 309 do feminino.
Professores e técnicos do Mato Grosso celebram o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da Região IV © FMTJ
Realizada entre os dias 28 e 30 de março, a competição somou exatamente 3.180 atletas — 1.709 homens e 1.471 mulheres — e envolveu 558 agremiações e dojôs de todas as partes do país, estabelecendo um marco expressivo para o judô nacional.
Professores, dirigentes e técnicos do Amazonas comemoram o título geral do Campeonato Brasileiro da Região I © Fejama
Ao todo, foram entregues 400 medalhas de ouro, 400 de prata e 642 de bronze, distribuídas entre judocas dos 27 estados que subiram ao pódio nesta edição do Campeonato Brasileiro Regional. Os números de árbitros e oficiais técnicos que atuaram no evento não foram divulgados pela organização.
Maria Portela e Luiz Bayard prestam homenagem e dão as boas-vindas a Helder Marcos Faggion, presidente da Federação Paranaense de Judô © FPJudô
Na Região I, cuja sede foi Manaus (AM), o estado anfitrião, Amazonas, liderou o quadro geral de medalhas com 62 pódios — 23 ouros, 16 pratas e 23 bronzes. O Piauí ficou com o segundo lugar, somando 53 medalhas (17 ouros, 16 pratas e 20 bronzes), seguido pelo Pará, terceiro colocado, com 42 conquistas (14 ouros, 14 pratas e 14 bronzes).
Eline Araújo (Fejama), campeã peso-pesado da classe sênior, venceu todas as suas lutas por ippon © Fejama
Na sequência, o Amapá terminou em quarto lugar, com 51 medalhas (12 ouros, 17 pratas e 22 bronzes), logo à frente do Maranhão, quinto colocado, que totalizou 50 medalhas (12 ouros, 16 pratas e 22 bronzes). Roraima encerrou a classificação regional com 9 medalhas — 2 de ouro e 7 de bronze.
Dirigentes, treinadores e atletas de Pernambuco comemoram a conquista do título do Campeonato Brasileiro da Região II © FPJU
Na Região II, com sede em Aracaju (SE), Pernambuco conquistou o título geral ao somar 72 medalhas — 22 de ouro, 16 de prata e 34 de bronze. O Rio Grande do Norte ficou com o vice-campeonato, acumulando 69 pódios (19 ouros, 27 pratas e 23 bronzes). Na terceira colocação apareceu o estado anfitrião, Sergipe, com 54 medalhas (16 ouros, 10 pratas e 28 bronzes).
Referência do judô nacional com uma carreira marcada por conquistas internacionais, Maria Portela segue atuando de forma expressiva na Federação Gaúcha de Judô, fortalecendo o trabalho técnico e inspirando novas gerações © FPJudô
Em quarto lugar, Alagoas totalizou 46 medalhas (11 ouros, 8 pratas e 27 bronzes), seguido pela Paraíba, quinta colocada, com 39 conquistas (6 ouros, 8 pratas e 25 bronzes). O Ceará completou a classificação com 33 medalhas — 6 de ouro, 11 de prata e 16 de bronze.
Professores e atletas do Mato Grosso do Sul © FJMS
O Ginásio do Sesi, em Simões Filho (BA), foi palco de grandes disputas do Campeonato Brasileiro Região III, lá o Rio de Janeiro se destacou como o estado com o maior número de medalhas em toda esta edição dos Brasileiros Regionais, conquistando 115 pódios — 46 ouros, 40 pratas e 29 bronzes.
Maria Portela e Luiz Bayard prestam homenagem e dão as boas-vindas ao professor kodansha shichi-dan (7º dan) Raul de Mello Senra Bisneto, vice-presidente da Federação Paulista de Judô © FPJudô
Minas Gerais ficou com a segunda colocação no quadro da região, somando 79 medalhas (22 ouros, 23 pratas e 34 bronzes), enquanto a Bahia, anfitriã do evento, terminou em terceiro lugar com 54 medalhas (9 ouros, 11 pratas e 34 bronzes). O Espírito Santo encerrou a participação regional com 31 conquistas — 3 de ouro, 6 de prata e 22 de bronze.
Na Região IV, sediada em Ji-Paraná (RO), o Mato Grosso do Sul liderou o quadro geral de medalhas com 94 pódios — 32 de ouro, 27 de prata e 25 de bronze. O Distrito Federal ficou na segunda colocação, somando 81 medalhas (25 ouros, 23 pratas e 33 bronzes), seguido pelo Mato Grosso, terceiro colocado, com 58 conquistas (12 ouros, 12 pratas e 34 bronzes).
Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe — campeão, vice e terceiro colocado, respectivamente, no Campeonato Brasileiro da Região II © FPJU
Goiás terminou em quarto lugar com 32 medalhas (5 ouros, 9 pratas e 18 bronzes), à frente de Rondônia, que totalizou 25 pódios (5 ouros, 6 pratas e 14 bronzes). Tocantins conquistou 10 medalhas (1 ouro, 3 pratas e 6 bronzes), enquanto o Acre encerrou sua participação com duas medalhas de bronze.
Marcelo Ornelas, vice-presidente da CBJ e Salvatore Puonzo, presidente da Febaju, anfitriões da Região III e responsáveis excelente festa realizada no Ginásio do Sesi, em Simões Filho, na Bahia © Febaju
Na Região V, com sede em Canoas (RS), São Paulo manteve sua hegemonia no cenário nacional ao liderar o quadro de medalhas com 114 conquistas — 46 de ouro, 29 de prata e 39 de bronze.
Amazonas, Piauí e Pará — campeão, vice e terceiro colocado, respectivamente, no Campeonato Brasileiro da Região I © Fejama
O Rio Grande do Sul, estado anfitrião, terminou em segundo lugar com 59 medalhas (17 ouros, 16 pratas e 26 bronzes), enquanto o Paraná completou o pódio com 72 medalhas (11 ouros, 18 pratas e 43 bronzes). Santa Catarina ficou na quarta colocação, somando 40 pódios — 6 ouros, 17 pratas e 17 bronzes.
Maria Taba (MG), Beatriz Comanche (RJ) e Maria Andrade (BA) no pódio do peso leve do sênior da Região III © Febaju
Mais do que somar medalhas, as cinco sedes do Campeonato Brasileiro Regional de 2025 marcaram um reencontro do judô nacional com sua essência federativa: a presença ativa das 27 unidades estaduais, a força da base e a integração técnica entre diferentes realidades regionais. Com a participação de 3.180 atletas representando 558 agremiações, o evento escancarou a capilaridade da modalidade no Brasil e consolidou seu papel como ferramenta de desenvolvimento esportivo e social. A magnitude da competição reforça o compromisso da nova gestão da Confederação Brasileira de Judô com a descentralização e o fortalecimento do judô em todas as regiões do país — um esforço que começa a se traduzir em ações concretas, resultados visíveis e retomada do protagonismo institucional.
Mais um momento da seleção de Pernambuco celebrando a conquista do título do Campeonato Brasileiro da Região II © FPJU
Mas há algo ainda mais profundo em jogo: ao movimentar milhares de jovens nas categorias de base, a competição também promove o fomento da cultura do judô em sua forma mais pura — como ferramenta de desenvolvimento humano, formação de valores e construção de caráter desde a tenra idade. É nos primeiros passos sobre os tatamis que se semeiam os princípios de respeito, disciplina e superação que moldam não apenas atletas, mas cidadãos.
Dirigentes, treinadores e atletas da seleção do Mato Grosso comemoram o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da Região IV © FMTJ
Com o hajime oficial dado em grande estilo, a temporada segue agora com os campeonatos estaduais e os desafios do calendário nacional e internacional, sempre com o objetivo de ampliar o alcance do judô, formar talentos e construir um ciclo vitorioso — dentro e fora das competições —, rumo aos Jogos de Los Angeles 2028 e à construção de uma sociedade melhor, inspirada nos valores que somente o judô pode transmitir.
Autoridades presentes na cerimônia de abertura do Campeonato Brasileiro da Região I © Fejama
Em todas as sedes do Campeonato Brasileiro Regional, a nova geração do judô brasileiro demonstrou talento, foco e espírito competitivo © FPJudô
Pódio feminino por entidade na Região V – São Paulo em primeiro lugar, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente © FPJudô
Luiz Bayard e João Derly de Oliveira Nunes Júnior, o meio-leve bicampeão mundial no Cairo (2005) e Rio de Janeiro (2007) na cerimônia de abertura do Campeonato Brasileiro da Região V © FPJudô
Pódio masculino por entidade na Região V – São Paulo em primeiro lugar, seguido por Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente © FPJudô
Pódio masculino por entidade na Região IV – Mato Grosso do Sul em primeiro lugar, seguido por Distrito Federal e Mato Grosso, respectivamente © FMTJ
Pódio masculino por entidade na Região II – Pernambuco em primeiro lugar, seguido por Sergipe do Sul e Rio Grande do Norte, respectivamente © FPJU
Pódio masculino por entidade na Região I – Amazonas em primeiro lugar, seguido por Piauí do Sul e Pará, respectivamente © FPJU
Jaciano Delmiro, 1º vice-presidente da CBJ, com os dirigentes dos estados que compõem a Região I © Fejama