03 de janeiro de 2026
O presidente Marius Vizer entrega a premiação da categoria meio-pesado no Grand Slam de Abu Dhabi 2025 © FIJ
A temporada 2025 do judô internacional iniciou em Paris e teve seu encerramento em Tóquio, com a realização do Grand Slam que concluiu um ano intenso e marcado por grandes disputas no circuito mundial. Com a agenda de competições finalizada, o presidente da Federação Internacional de Judô (FIJ), Marius Vizer, e toda a comunidade global da modalidade voltam agora seus olhos para 2026.
Ao longo do ano, além dos tradicionais Campeonatos Mundiais, a FIJ promoveu Grand Prix na Ásia, Américas e Europa, além de Grand Slams realizados em oito capitais internacionais. O circuito reuniu estrelas consagradas do judô mundial e olímpico, ao mesmo tempo em que revelou uma nova geração de atletas promissores — uma indicação de que os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 poderão apresentar ao mundo uma safra renovada de talentos.
As potências tradicionais do judô seguem dominando o cenário internacional. O Japão, berço da modalidade, lidera o ranking histórico com 52 medalhas de ouro olímpicas, 155 títulos mundiais e 416 vitórias em Grand Slams. A França, em segundo lugar, soma 16 ouros olímpicos, 56 títulos mundiais e 127 vitórias em Grand Slams — marcas que mantêm os dois países no topo do judô global.

Marius Vizer com a equipe executiva da FIJ e autoridades esportivas dos Emirados Árabes Unidos, durante o Grand Slam de Abu Dhabi 2025 © FIJ
Atualmente, os judocas Sanshiro Murao e Haruka Kaju, ambos do Japão, ocupam o primeiro lugar no ranking mundial masculino e feminino da FIJ, respectivamente. Ainda assim, a visão estratégica de Marius Vizer busca um cenário mais equilibrado, com formação de campeões em todas as regiões do mundo. A inclusão de cidades como Lima (Peru) e Qingdao (China) no calendário do Grand Prix reflete essa expansão global.
Em 2025, a FIJ também organizou cinco torneios Grand Prix e implementou uma nova estrutura de Copas Africanas para juniores e seniores em oito cidades: Abidjan, Yaoundé, Port Louis, Luanda, Pretória, Argel, Túnis e Casablanca. Essas ações reforçam o compromisso da entidade com o desenvolvimento técnico e institucional do judô no continente africano.
A área educacional também tem sido uma prioridade da gestão de Vizer. Sob a liderança de Envic Galea, a Academia da FIJ se consolidou como uma instituição comparável a grandes universidades esportivas internacionais. Com suporte acadêmico de nomes como Dr. Tibor Kozsla, Dr. Slavisa Bardic e sob a consultoria técnica de Florin Lascau, a Academia tem impulsionado projetos inovadores como a iniciativa JOY, em parceria com instituições europeias.
Além disso, a equipe de instrutores da FIJ tem promovido workshops internacionais de judô, tornando a formação educacional uma das marcas registradas da atual gestão. Esses programas terão continuidade em 2026, reafirmando o compromisso da entidade com a formação integral do judoca e o fortalecimento global da modalidade.
Um dos destaques do calendário de 2026 será o inédito Grand Slam de Lausanne, agendado para o mês de agosto. Sede do Comitê Olímpico Internacional, a capital olímpica da Suíça recebe pela primeira vez uma etapa do Circuito Mundial, em um evento que carrega forte peso simbólico e institucional.
A realização do Grand Slam em Lausanne traduz, na prática, os valores compartilhados entre o judô e o Movimento Olímpico — como inclusão, diversidade, respeito e combate à discriminação. Como tem reiterado Marius Vizer, o judô é mais do que um esporte: é um instrumento de paz e amizade, criado para unir pessoas e culturas.
“O esporte e o Movimento Olímpico são inseparáveis”, reforça Vizer.
A presença do judô em Lausanne, ao lado do Comitê Olímpico Internacional, é também uma mensagem clara: o futuro da modalidade está profundamente conectado aos ideais que deram origem ao esporte e sustentam o Movimento Olímpico.
Mais do que presidente da FIJ, **Marius Vizer tem se consolidado como um dos dirigentes mais visionários do esporte internacional**. Seu compromisso com inclusão, desenvolvimento técnico global, educação e diálogo com os valores olímpicos reforça uma liderança à frente do seu tempo — capaz de enxergar no judô não apenas um esporte, mas uma ferramenta de transformação social e conexão entre culturas.
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