27 de março de 2026
Parte do grupo da Corpore Sano durante passagem por Paris, diante do Arco do Triunfo © AJCS
O Projeto Rumo ao Pódio Internacional – Fase 2, desenvolvido pela Associação de Judô Corpore Sano (AJCS) por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), marca um novo salto na consolidação de uma iniciativa que vem, de forma consistente, reposicionando a formação de judocas brasileiros a partir da experiência internacional.
Após uma primeira etapa estruturante, que não apenas levou atletas a importantes centros do judô mundial, mas expôs jovens talentos a realidades competitivas e culturais decisivas, com passagens pela Europa e uma imersão no Japão, berço da modalidade, o projeto entra agora em uma fase mais ampla, estratégica e global.

Equipe da Corpore Sano reunida no dojô do Instituto Kodokan de Osaka durante o intercâmbio técnico com professores e judocas japoneses © ACSJ
O novo ciclo contempla missões internacionais em polos consolidados do judô como Japão, Coreia do Sul, China, Argentina, Itália, além de uma etapa integrada entre Portugal e Espanha.
Mais do que ampliar destinos, a fase 2 eleva o nível de exigência e profundidade da experiência. Na avaliação do presidente da Associação Corpore Sano, Tadeu Pardim Santa Vica, os atletas serão inseridos em ambientes de excelência, treinando com referências internacionais, submetidos a rotinas intensivas e expostos a diferentes escolas, estilos e abordagens do judô contemporâneo.

Confraternização após treinamento em Asnières-sur-Seine, no dojô Marie-Claire Restoux © AJCS
“Esta nova fase do projeto representa o avanço natural de um trabalho que começou com a proposta de ampliar horizontes e hoje se consolida como uma ferramenta concreta de formação. Não estamos falando apenas de levar atletas para treinar fora do país, mas de inseri-los em ambientes de excelência, onde eles são desafiados técnica, cultural e emocionalmente. Esse conjunto de experiências é determinante para o crescimento real de cada judoca, dentro e fora dos tatamis.”

No treinamento realizado no Deutscher Judo-Club Frankfurt participaram judocas da Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Espanha, Brasil e Colômbia © AJCS
No eixo asiático, Japão e Coreia do Sul representam o ápice da tradição, disciplina e refinamento técnico, enquanto a China surge como um ambiente em franca expansão, sustentado por investimentos consistentes em performance e metodologia.

Cléber do Carmo diante da sala do sensei Jigoro Kano no Instituto Kodokan, em Tóquio, espaço que oferece vista privilegiada do tatami principal, de onde o fundador do judô observava os treinos © AJCS
Na Europa, Itália, Portugal e Espanha oferecem um cenário competitivo maduro, onde tradição e inovação caminham lado a lado. Já a etapa na Argentina reforça o intercâmbio regional, aproximando realidades e ampliando o repertório competitivo no contexto sul-americano.

Membros da equipe paulista no dojô do Instituto Kodokan de Osaka © AJCS
Segundo o professor Cléber do Carmo, chefe da delegação, esse desenho não é casual. Ele reflete um projeto que compreende o judô em sua dimensão mais ampla: técnica, cultural, didática e formativa.
“Esse projeto foi pensado para colocar o atleta em confronto direto com o que há de mais exigente no judô mundial. Não é só treinar fora, é viver o ambiente, entender o ritmo, a intensidade, a didática de ensino e a mentalidade de quem está no topo. Quando o atleta volta, ele não traz apenas evolução técnica, ele volta com outra postura, outra leitura de treino e de competição.”
Paralelamente ao desenvolvimento esportivo, a proposta mantém um dos pilares centrais do projeto — a imersão cultural estruturada. Ao vivenciar diferentes contextos sociais e esportivos, os atletas ampliam sua autonomia, desenvolvem inteligência intercultural e consolidam valores fundamentais do judô, como disciplina, respeito e adaptabilidade.

Equipe da Corpore Sano diante do Ginásio de Esportes da Ludwig-Boerne-Schule onde se encontra o Deutscher Judo-Club Frankfurt am Main, o primeiro dojô da Alemanha e atualmente é o mais antigo da União Europeia em atividade © AJCS
Outro diferencial determinante está na equidade de acesso. Todos os atletas contemplados terão suas despesas integralmente custeadas, incluindo passagens, hospedagem, alimentação e logística — democratizando uma vivência internacional que, historicamente, esteve restrita a uma elite do alto rendimento.

Tadeu Pardim Santa Vica no dojô do Instituto Kodokan, em Osaka © AJCS
Se na fase inicial o projeto apresentou um novo caminho, na fase 2 ele se afirma como modelo estruturado de formação, ampliando sua escala, consolidando sua identidade e reforçando sua capacidade de impactar diretamente o desenvolvimento integral dos atletas.

Confraternização com a equipe SGS Judo no Sainte-Geneviève Sports, time campeão por equipes mistas da França, no Dojo Gerard Bailo © AJCS
Mais do que formar atletas competitivos, o Rumo ao Pódio Internacional consolida um processo de formação integral, preparando indivíduos para ambientes de alta exigência e posicionando o judô como ferramenta efetiva de transformação social e projeção internacional.

Início do treinamento com os professores Dominik Riedel e Frank Hölerl, no JCR – Judo-Club Rüsselsheim, na Alemanha © AJCS
Se na fase inicial o projeto abriu caminhos e ampliou horizontes, na fase 2 ele ganha escala, consistência e identidade.
Mais do que formar atletas competitivos, o Rumo ao Pódio Internacional consolida um processo de formação que transforma experiência em conhecimento, vivência em repertório técnico e oportunidade em desenvolvimento integral, ampliando a capacidade dos participantes de compreender, ensinar e evoluir no judô em diferentes contextos.

Confraternização após o último treino no dojô de Hamburgo, cuja coordenação técnica está a cargo dos professores Florian Hahn e o doutor Ralph Akoto © AJCS
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