31 de agosto de 2026
Governança institucional e planejamento projetam o judô brasileiro no cenário mundial © CBJ
O desenvolvimento do judô brasileiro passa necessariamente pelo fortalecimento de suas federações estaduais. São elas que organizam os calendários locais, mobilizam clubes e associações, formam atletas, técnicos e árbitros e estabelecem a conexão entre a base da modalidade e as principais competições do país.
Para reduzir distâncias, equilibrar oportunidades e oferecer melhores condições de trabalho às suas filiadas, a Confederação Brasileira de Judô executa o Programa de Apoio às Federações (PAF), iniciativa que transforma investimento público em estrutura permanente, participação esportiva e desenvolvimento institucional nos estados.

Estrutura, segurança e qualidade elevam o nível das competições e transformam o judô em espetáculo © CBJ
Em Mato Grosso, os resultados dessa política já podem ser observados tanto nas etapas do Circuito Mato-Grossense de Judô quanto na realização de uma das competições mais importantes do calendário nacional. Em junho, Cuiabá recebeu o CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior, reunindo centenas de atletas e dezenas de clubes no Ginásio Poliesportivo Professor Aecim Tocantins.
Mais do que sediar um grande evento, Mato Grosso demonstrou a capacidade que passou a ter para realizar competições de elevada exigência técnica. Parte fundamental dessa transformação está na estrutura disponibilizada pelo PAF e incorporada definitivamente ao patrimônio esportivo da Federação Matogrossense de Judô (FMTJ).
Em 2026, antes da realização do Troféu Brasil, a FMTJ recebeu quatro áreas oficiais completas de competição, acompanhadas por quatro sistemas de vídeo-retardo e equipamentos tecnológicos utilizados na operação dos combates.
O vídeo-retardo tem função decisiva no judô contemporâneo. Por meio dele, a equipe de arbitragem pode rever lances e analisar pontuações, punições e situações que exigem uma observação mais detalhada. Sua utilização aproxima as competições estaduais do padrão técnico adotado nos grandes eventos nacionais e internacionais

Fernando Moimaz, presidente da FMTJ, lidera o trabalho de fortalecimento e fomento da cultura do judô em Mato Grosso © CBJ
A modernização não se limitou ao funcionamento de uma competição específica. Depois de utilizados no Troféu Brasil, os equipamentos passaram a atender também às etapas do Circuito Mato-Grossense de Judô. O material permaneceu no estado e passou a beneficiar as associações e os clubes filiados à Federação.
“O PAF é uma das principais ferramentas da CBJ para fortalecer o judô desde a sua base. Nosso compromisso é garantir que as Federações tenham condições cada vez melhores para desenvolver o trabalho em seus estados, seja por meio de materiais e infraestrutura, da capacitação de profissionais ou do suporte para a participação em nossas competições. Quando fortalecemos as Federações, fortalecemos clubes, professores, atletas e, consequentemente, todo o judô brasileiro”, declarou Paulo Wanderley Teixeira, presidente da CBJ.

O Ginásio Poliesportivo Professor Aecim Tocantins, em Cuiabá, recebeu o CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior © CBJ
Esse é um dos principais legados do PAF: criar condições para que os grandes eventos não permaneçam concentrados em poucos centros esportivos e possam alcançar diferentes regiões do país.
A estrutura disponibilizada pelo PAF passa a atender uma das maiores comunidades esportivas de Mato Grosso. A FMTJ reúne em seus registros 5.985 judocas, 153 técnicos e 45 árbitros, números que ajudam a dimensionar o alcance da modalidade no estado e a importância de oferecer condições adequadas para a realização de suas competições.
Anualmente, a federação promove seis eventos oficiais obrigatórios: cinco etapas do Circuito Mato-Grossense de Judô e uma seletiva para o Campeonato Brasileiro da Região IV. Cada etapa do circuito reúne aproximadamente 700 atletas, movimentando associações, clubes, técnicos, árbitros e familiares de diferentes partes do estado.

Durante a cerimônia de abertura do CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior, Kenji Saito, diretor-geral da CBJ; Alberto Machado, o Beto Dois a Um, deputado estadual; Mauro Mendes Ferreira, governador de Mato Grosso; Solange de Almeida Pessoa Vincki, 3ª vice-presidente da CBJ; David Moura Pereira da Silva, secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer; Fernando Moimaz, presidente da FMTJ; e Roberto Campos Corrêa Júnior, o Beto Corrêa, secretário-adjunto de Esporte e Lazer da Secel-MT © CBJ
O calendário mato-grossense conta ainda com oito copas organizadas por clubes em parceria com a FMTJ. Somadas aos eventos oficiais, essas competições ampliam expressivamente o número de participantes e fazem com que a estrutura recebida por meio do PAF permaneça em utilização ao longo de toda a temporada.
Assim, os equipamentos não atendem apenas a uma competição nacional ou a um grupo restrito de atletas. Eles passam a servir a um calendário de 14 eventos, beneficiando diretamente a base organizada do judô mato-grossense e fortalecendo a capacidade da federação de oferecer competições com mais qualidade, segurança e recursos tecnológicos.

A estrutura disponibilizada pelo PAF em plena utilização durante uma das etapas do Circuito Mato-Grossense de Judô © CBJ
A atuação do PAF também alcança diretamente atletas e técnicos. A cada evento contemplado, o programa custeia a participação de quatro atletas e dois técnicos de cada federação beneficiada.
Na prática, isso representa muito mais do que o deslocamento de uma delegação. Significa assegurar que o mérito esportivo não seja interrompido pela distância ou pela falta de recursos financeiros.

Cerimônia de premiação das equipes finalistas do CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior © CBJ
Para atletas que vivem longe dos principais centros de competição, viajar para disputar um evento nacional envolve custos que muitas famílias, clubes e associações não conseguem absorver integralmente. Ao garantir essa participação, o PAF aproxima a base do alto rendimento e permite que talentos de diferentes regiões tenham acesso às mesmas competições.
A presença dos técnicos completa esse processo. Além de acompanharem os atletas, esses profissionais participam de um ambiente de intercâmbio com treinadores, árbitros e gestores de todo o Brasil. O conhecimento adquirido retorna aos clubes e projetos locais, ampliando os efeitos do investimento muito além dos dias de competição.

Arena montada e tudo pronto para o início do CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior 2026 © CBJ
Em um estado de grandes dimensões territoriais como Mato Grosso, essa política ganha significado ainda maior. O PAF ajuda a encurtar não apenas as distâncias geográficas, mas também a distância entre o potencial de um atleta e a oportunidade de demonstrá-lo nacionalmente.
Realizado entre 11 e 14 de junho, em Cuiabá, o CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior transformou em realidade a capacidade estrutural construída no estado.
Considerado o principal evento interclubes do judô brasileiro, o torneio reuniu cerca de 590 atletas de 76 clubes. Vinte equipes participaram das disputas mistas, enquanto 16 agremiações chegaram ao pódio na competição individual, encerrada com o Esporte Clube Pinheiros na primeira colocação geral.
Durante quatro dias, alguns dos principais judocas do país competiram no Ginásio Aecim Tocantins. O porte da competição, o número de participantes e as exigências de sua operação mostraram que os equipamentos destinados pelo PAF não representam uma melhoria abstrata, mas instrumentos efetivamente utilizados para aproximar cada vez mais o judô praticado nos estados dos padrões técnicos e organizacionais adotados pela CBJ em seus eventos nacionais, alinhados às principais referências internacionais da modalidade.
A realização do Troféu Brasil também projetou Mato Grosso no calendário nacional e deixou uma referência para novas competições.

Fernando Moimaz, presidente da FMTJ, participa da premiação das equipes finalistas do CBI Troféu Brasil BNDES de Judô Sênior 2026 © CBJ
Assim, uma competição nacional não termina na entrega das medalhas. Ela deixa conhecimento organizacional, estimula atletas, aproxima clubes, mobiliza o poder público e apresenta às novas gerações a possibilidade de competir em alto nível sem precisar sair do estado para conhecer uma estrutura nacional.
A consolidação desse novo momento também passa pelo trabalho desenvolvido por Fernando Moimaz à frente da Federação Matogrossense de Judô.
Ao longo de sua gestão, o dirigente vem trabalhando para estruturar a modalidade no estado, fortalecer o calendário, integrar associações e clubes e ampliar a presença de Mato Grosso no cenário brasileiro. A realização de grandes competições é resultado dessa construção contínua e da capacidade da FMTJ de se articular com a CBJ e com o poder público.

Caminhão da Original Tatamis Yamamura descarregando o lote de tatamis do PAF na sede da Federação Matogrossense de Judô, em Cuiabá © CBJ
Para Moimaz, a estrutura disponibilizada pelo PAF abre uma nova etapa para a federação e permite projetar a realização de outros eventos nacionais em território mato-grossense.
“O PAF representa um avanço muito importante para o judô de Mato Grosso e de todo o país, é claro. As áreas oficiais e os equipamentos recebidos elevam o nível técnico, organizacional e de segurança das nossas competições, fortalecem o trabalho das associações e dos clubes e dão à federação condições de receber os principais eventos do calendário brasileiro. Nosso objetivo é continuar estruturando o judô mato-grossense e trabalhar para trazer cada vez mais competições nacionais ao estado, ampliando as oportunidades para atletas, técnicos e árbitros.”

Computadores integram o kit eletrônico fornecido pelo PAF para o controle e a gestão das competições © CBJ
A declaração traduz a convergência entre estrutura e planejamento. Os equipamentos ampliam a capacidade operacional da federação, mas sua transformação em resultados depende de um calendário ativo, de entidades mobilizadas e de uma gestão capaz de utilizar esse patrimônio em benefício da modalidade.
A realização do Troféu Brasil contou ainda com o apoio do Governo de Mato Grosso, sob a gestão do governador Mauro Mendes, e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), comandada pelo faixa-preta e vice-campeão mundial de judô David Moura, que, por quase uma década, defendeu a Seleção Brasileira e conquistou importantes títulos e medalhas para o país.
O apoio estadual complementou a estrutura proporcionada pelo PAF e contribuiu para viabilizar, em Cuiabá, uma competição com atletas e clubes de diferentes regiões do país.

Tripés integram o kit eletrônico fornecido pelo PAF para o controle e a gestão das competições © CBJ
À frente da Secel-MT, David Moura conduz uma política que alcança várias modalidades, projetos esportivos, atletas, técnicos e entidades. Sua trajetória no judô acrescenta uma compreensão particular das necessidades do esporte de base e do alto rendimento.
Agora como gestor público, ele acompanha o esporte por outra perspectiva: a de criar condições para que novos atletas possam desenvolver suas próprias trajetórias.
“O Governo de Mato Grosso reconhece o esporte como instrumento de formação, desenvolvimento e transformação social. Apoiar a realização do Troféu Brasil significa oferecer aos atletas mato-grossenses contato com uma competição de altíssimo nível e, ao mesmo tempo, mostrar que o estado está preparado para receber grandes eventos. A parceria com a CBJ e com a Federação Matogrossense de Judô fortalece uma política que atende diferentes modalidades, da base ao alto rendimento, e amplia as oportunidades para atletas, técnicos, clubes e federações.”

Teclados e mouses também integram o kit eletrônico fornecido pelo PAF para o controle e a gestão das competições © CBJ
Faixa-preta de judô, David Moura construiu uma das trajetórias mais expressivas entre os pesos-pesados brasileiros. Foi vice-campeão mundial individual em Budapeste, em 2017, medalhista mundial por equipes mistas, campeão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto e do Campeonato Pan-Americano de Judô, ambos em 2015, campeão do Grand Slam de Ekaterimburgo, medalhista do World Masters e ex-líder do ranking mundial da categoria acima de 100 quilos. Reconhecido pela força, mobilidade e qualidade técnica, destacou-se por aplicar, entre os pesos-pesados, um repertório de golpes frequentemente associado às categorias mais leves.
A participação do Governo do Estado demonstra como a articulação entre diferentes instituições pode ampliar os resultados de um investimento esportivo. A CBJ, a FMTJ, o Governo de Mato Grosso e a Secel atuaram em frentes complementares para viabilizar o evento e transformar estrutura em atividade esportiva.

Televisores de LED integram o kit eletrônico fornecido pelo PAF e são utilizados como monitores dos placares nas competições © CBJ
O alcance do PAF pode ser medido por aquilo que permanece depois que uma competição termina.
Permanecem as quatro áreas oficiais. Permanecem os sistemas de vídeo-retardo e os equipamentos tecnológicos. Permanece a experiência adquirida na organização de um dos principais eventos interclubes do país. Permanecem as melhores condições para as etapas do Circuito Mato-Grossense de Judô. E permanece a possibilidade de que novos atletas encontrem, dentro do próprio estado, uma estrutura compatível com as grandes competições nacionais.
Ao investir simultaneamente em infraestrutura e participação esportiva, o Programa de Apoio às Federações fortalece os dois extremos de uma mesma cadeia: oferece às federações condições para organizar e garante a atletas e técnicos condições para participar.

Depósito de tatamis da Federação Matogrossense de Judô, em Cuiabá © CBJ
Em Mato Grosso, essa política encontrou uma federação estruturada, uma gestão comprometida com a projeção da modalidade e o apoio do poder público estadual. O resultado pôde ser visto no Troféu Brasil e continuará sendo percebido nas competições promovidas pela FMTJ.
Mais do que entregar equipamentos, o PAF distribui capacidade de realização. Mais do que custear viagens, distribui oportunidades. E, ao fazer com que esses benefícios alcancem diferentes regiões do país, a CBJ fortalece as bases que sustentam o judô brasileiro.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio oficial do BNDES e apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.
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