30 de março de 2026
Dirigentes das federações da Região V e da CBJ na cerimônia de abertura do Brasileiro da Região V: Sandro Borges (SC), Helder Faggion (PR), Henrique Guimarães (SP), Solange Pessoa (CBJ) e Luiz Bayard (RS) © Anderson Neves / FPJudô
Com o apoio da Prefeitura e da Secretaria de Esporte e Lazer de São Bernardo do Campo e da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a Federação Paulista de Judô (FPJudô) realizou, entre os dias 27 e 29 de março, o Campeonato Brasileiro da Região V, competição que abre oficialmente o calendário nacional da modalidade.

Atletas da classe Sub 13 acompanham a cerimônia de abertura © Anderson Neves / FPJudô
Disputado no Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo (SP), o evento reuniu 631 judocas, distribuídos entre as quatro principais forças do judô da região Sul-Sudeste. A delegação paulista contou com o maior contingente, com 162 atletas, seguida pelo Paraná (158), Rio Grande do Sul (157) e Santa Catarina (154), evidenciando o equilíbrio numérico e a densidade competitiva do certame.

Autoridades acompanham a cerimônia de abertura © Anderson Neves / FPJudô
Como de costume, os presidentes das federações participantes estiveram presentes e atuantes ao longo de toda a competição, reforçando o caráter institucional do evento: Helder Marcos Faggion (Paraná), Luiz Bayard Martins dos Santos (Rio Grande do Sul), Sandro Borges (Santa Catarina) e Henrique Guimarães (São Paulo), que tiveram participação ativa desde a cerimônia de abertura até o encerramento da competição, com presença também nas solenidades de premiação.
Em casa, a seleção paulista protagonizou mais uma campanha de alto nível, confirmando sua supremacia ao conquistar 114 medalhas — sendo 46 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze — além de 19 quintos e seis sétimos lugares.

Henrique Guimarães conduz pronunciamento com firmeza e protagonismo diante da comunidade do judô © Anderson Neves / FPJudô
O resultado não apenas assegura o duodecacampeonato da equipe, como também evidencia um sistema consolidado, sustentado por volume, qualidade técnica e profundidade de elenco. A performance paulista reflete um trabalho contínuo de base, aliado a uma estrutura distribuída por todas as regiões do estado, que possibilita a formação e a manutenção de atletas competitivos em todas as classes.

Olhares atentos desde cedo: jovens judocas acompanham a abertura, vivenciando valores como respeito, disciplina e formação nos tatamis © Anderson Neves / FPJudô
A seleção gaúcha voltou a demonstrar sua regularidade competitiva ao conquistar o vice-campeonato com 59 medalhas, sendo 17 de ouro, 16 de prata e 26 de bronze, além de expressivos resultados complementares — 10 quartos, 23 quintos e 20 sétimos lugares.

Solange Pessoa se dirige ao público, com mensagem voltada à formação e aos valores do judô, especialmente para as novas gerações © Anderson Neves / FPJudô
Mais do que os números, o desempenho evidencia a capacidade da equipe em se manter competitiva em múltiplas categorias, com equilíbrio entre rendimento e renovação. A campanha reafirma o Rio Grande do Sul como uma das forças estruturais da região, sustentada por tradição, organização e consistência técnica.
Com 72 medalhas — sendo 11 de ouro, 18 de prata e 43 de bronze —, a seleção paranaense garantiu a terceira colocação geral em uma campanha marcada pelo volume e pela forte presença nas categorias de base.

Perfilados, jovens judocas entoam o Hino Nacional em momento de civismo e respeito © Anderson Neves / FPJudô
O Paraná demonstrou competitividade ampla, com destaque para as classes mais jovens, reforçando um modelo de formação voltado à renovação e ao desenvolvimento contínuo de talentos. Os números também revelam profundidade de participação, com presença constante em fases decisivas das disputas.

Um gesto que traduz o judô: Solange Pessoa, sensei de Henrique Guimarães, e hoje ambos na gestão da modalidade, compartilham um momento de carinho que atravessa gerações © Anderson Neves / FPJudô
A equipe catarinense encerrou a competição na quarta colocação, somando 40 medalhas — seis ouros, 17 pratas e 17 bronzes — além de 13 quartos, 27 quintos e 24 sétimos lugares.

Em posição de respeito, jovens judocas acompanham a execução do Hino Nacional © Anderson Neves / FPJudô
O desempenho reflete uma equipe em evolução, com presença consistente nas disputas e capacidade de competir em diferentes categorias. Santa Catarina segue consolidando sua estrutura técnica e ampliando sua participação no cenário regional.

Autoridades acompanham a execução do Hino Nacional: Takeshi Yokoti, Luiz Bayard, Solange Pessoa, Henrique Guimarães, Sandro Borges e Helder Faggion © Anderson Neves / FPJudô
As seleções também contaram com a atuação decisiva de seus chefes de delegação — Alex Russo (SP), Celso Ogawa (PR), Juliano Siebel (SC) e Carla Oliveira (RS) —, responsáveis por coordenar as equipes, atender às demandas de atletas, treinadores, clubes e comissões técnicas, além de estabelecer a interlocução direta com as federações ao longo de toda a preparação e durante a competição.
“Estrutura de alto nível eleva o padrão competitivo”
Sandro Borges, o presidente da Federação Catarinense de Judô, fez questão de destacar o nível organizacional do evento e o impacto direto dessa estrutura na qualidade técnica das disputas.
“Estamos diante de uma estrutura de altíssimo nível, em um ginásio que oferece condições ideais para atletas, técnicos e arbitragem. Um evento com mais de 600 judocas exige organização, planejamento e responsabilidade — e a Federação Paulista, com o apoio da CBJ e da Prefeitura de São Bernardo, entregou exatamente isso.”

Sorriso e leveza em meio à concentração: jovem judoca simboliza a nova geração do judô © Anderson Neves / FPJudô
O dirigente catarinense também contextualizou o desempenho do seu estado dentro de um processo mais amplo de evolução. “Mais do que resultado, o que nos deixa satisfeitos é o nível de entrega dos nossos atletas. Tivemos boas lutas, enfrentamos adversários qualificados e mostramos competitividade. Esse é o caminho: evoluir continuamente, fortalecer a base e consolidar nossa presença em todas as classes.”

Luiz Bayard, presidente da Federação Gaúcha de Judô, anfitrião da edição de 2025, acompanha a competição junto ao shiai-jô © FGJ
Borges concluiu sua avaliação valorizando o esforço coletivo da delegação e, de forma especial, fazendo um agradecimento amplo a todos os envolvidos na campanha. “Agradeço, de coração, a todos os nossos atletas, a todos os técnicos, a todos os árbitros e a todos que apoiaram e contribuíram para que nossos atletas pudessem competir aqui, realizar boas lutas e fazer uma grande competição. Independentemente do resultado, quero parabenizar a todos, nossa equipe de trabalho, a arbitragem que esteve conosco e também a nossa jornalista Franciele Camelo. Deixo aqui o nosso reconhecimento pelo bom resultado de Santa Catarina e o nosso muito obrigado a toda a comunidade judoísta catarinense por mais essa participação.”
“Competição fundamental para o desenvolvimento da base”
Para o presidente da Federação Paranaense de Judô, Helder Marcos Faggion, o Campeonato Brasileiro da Região V reafirma seu papel estratégico dentro do calendário nacional, especialmente na formação de novos talentos.
“Foi uma competição extremamente equilibrada, com alto nível técnico e grande participação em todas as categorias. Eventos como esse são fundamentais para o desenvolvimento do judô brasileiro, principalmente nas classes da base, onde estamos formando os atletas que vão representar o país no futuro.”
Faggion também destacou a estrutura montada pelo Paraná para a disputa. “Participamos com uma delegação numerosa e bem estruturada, com o suporte de uma equipe multidisciplinar completa — técnicos, fisioterapeutas e psicólogos —, pois entendemos que o rendimento está diretamente ligado à qualidade do acompanhamento e do suporte oferecidos. Trata-se de um investimento estratégico, pensado no longo prazo.”
“Campanha construída com empenho e espírito coletivo”
O presidente da Federação Gaúcha de Judô, Luiz Bayard Martins dos Santos, valorizou o vice-campeonato como reflexo direto de um trabalho coletivo sólido e contínuo.
“Esse resultado é fruto de um trabalho que envolve toda a nossa comunidade: atletas, treinadores, clubes, gestores e familiares. Nada disso acontece por acaso. Existe um processo, existe planejamento e, principalmente, um compromisso coletivo com a evolução do judô gaúcho.”

Treinadores paranaenses Júnior Jimenez, Andrey Ferreira, Bruno Tonietto, Alan Vieira, Josmar Couto, Maurício Neder, Ricardo Santos e Victor Luvisotto, ao lado de Celso Ogawa, chefe da delegação e diretor de Rendimento da FPrJudô, com a seleção Sub 18 © Karine Castro / FPrJudô
Bayard também destacou o perfil da campanha. “Fizemos uma campanha consistente, equilibrada, com presença em diversas categorias e sempre competitivos. Isso mostra que estamos no caminho certo, com um trabalho que respeita a formação, mas que também busca resultado em alto nível.”
“Evento estratégico para o desenvolvimento do judô nacional”
A vice-presidente da Confederação Brasileira de Judô, Solange Pessoa de Almeida Vinck, acompanhou a competição durante os três dias e ressaltou o papel estruturante do evento no cenário nacional.
“O Campeonato Brasileiro da Região V é uma peça fundamental dentro do sistema competitivo da CBJ. Aqui conseguimos observar o nível técnico dos estados, identificar novos talentos e entender como está o desenvolvimento da modalidade nas diferentes regiões.”

Os professores Leonardo Cordeiro (Videira), coordenador técnico da Federação Catarinense de Judô, Bruno Venâncio (Florianópolis), Yuri Motta (Itajaí) e Alex Barreto (Joinville), com a seleção Sub 13 de Santa Catarina © Francielle Camelo / FCJ
A dirigente também enfatizou a importância organizacional do evento. “A Federação Paulista entregou uma competição de altíssimo nível, tanto na estrutura quanto na condução. Isso é essencial para que os atletas tenham um ambiente adequado para performar e evoluir.”
“Trabalho na base e continuidade sustentam a hegemonia”
Para o presidente da Federação Paulista de Judô, Henrique Guimarães, o desempenho da equipe reflete um modelo consolidado de formação e desenvolvimento.
“Esse resultado não é pontual. Ele é consequência de um trabalho contínuo, desenvolvido por clubes, professores e atletas ao longo dos anos. São Paulo tem uma base forte, estruturada e comprometida com a evolução técnica.”

Equipe gaúcha Sub 13 no Campeonato Brasileiro da Região V © FGJ
Henrique avalia que, para além do resultado imediato — ou mais do que conquistar títulos —, o mais importante é ver o judô paulista se mantendo competitivo, se renovando e formando atletas preparados para desafios maiores. Segundo ele, um evento como esse, com mais de 600 atletas, evidencia a força da modalidade e o caminho que está sendo construído.
“O judô cresce quando há organização, participação e comprometimento coletivo. O que vimos aqui, em São Bernardo do Campo, foi exatamente isso — um retrato fiel da força do judô brasileiro, refletida no trabalho desenvolvido pelas escolas gaúchas, catarinenses, paranaenses e paulistas.”

Dirigentes e treinadores com a seleção paulista Sub 13 © Anderson Neves /
Ao ampliar a análise para além do desempenho imediato, Henrique Guimarães destacou também a dimensão estrutural e formativa da competição no cenário nacional. “Para além dos resultados e das disputas, o Campeonato Brasileiro das cinco regiões consolida-se como uma das principais engrenagens do judô nacional, especialmente no que diz respeito ao fomento da cultura da modalidade. Ao reunir milhares de atletas de todos os estados logo no início da temporada, a competição promove um intercâmbio técnico fundamental, ampliando repertórios, fortalecendo vínculos e proporcionando experiências decisivas para a formação esportiva. Assim como eventos consolidados no calendário nacional, como a Copa São Paulo, Copa Rio e Copa Minas, o Brasileiro das Regiões se estabelece como um espaço imprescindível para todas as classes, com papel ainda mais determinante na base, onde jovens judocas têm a oportunidade de se inserir de forma mais ampla no ambiente competitivo e na cultura do judô brasileiro”, concluiu o dirigente paulista.

Árbitros que atuaram no Campeonato Brasileiro da Região V, sob o comando do árbitro FIJ A Laedson Lopes (RN) e do adjunto Gustavo Tolentino (MS) © Anderson Neves / FPJudô
A arbitragem do Campeonato Brasileiro da Região V esteve sob o comando do árbitro FIJ A Laedson Lopes (RN), com a atuação do adjunto Gustavo Tolentino (MS), assegurando a condução técnica das disputas dentro dos padrões estabelecidos pela Confederação Brasileira de Judô. Com um quadro experiente e qualificado, os 45 árbitros que atuaram em São Bernardo do Campo tiveram papel determinante na uniformidade dos critérios, na aplicação das regras e na fluidez das lutas ao longo dos três dias de competição.

O professor Helder Marcos Faggion realiza a premiação do peso ligeiro (-48kg) da classe júnior feminina: Júlia Rodrigues (SP) – ouro; Nycolly Carneiro (PR) – prata; Giovanna Casagrande (RS) e Maria Argemi (RS) – bronze © Anderson Neves / FPJudô
Antes do início dos combates, o controle técnico dos judocas também foi conduzido por meio do check-in, etapa essencial para garantir a conformidade dos atletas e a igualdade de condições nas disputas.
Os árbitros que atuaram no check-in são: Carlos Fumani, Tamires Donetti, Roberta Queiroz Guimarães, Isabelle Alvim Reis Ferreira, André Lúcio da Silva, Edson Massom Lima e Marilu da Silva Barros Mendes.

Henrique Guimarães realiza a entrega da premiação a Leonardo Duque, do Esporte Clube Pinheiros, campeão do pesado da classe Júnior © Anderson Neves / FPJudô
Confira a relação completa dos 45 árbitros que atuaram no Campeonato Brasileiro da Região V 2026, responsáveis por conduzir as disputas com rigor técnico e padronização nacional.

Confira AQUI os resultados completos, individuais e por entidade, do Campeonato Brasileiro da Região V 2026.

O professor Sandro Borges realiza a entrega da premiação à judoca catarinense Evelin Meinhardt Pilger, bronze do superligeiro (-36kg) da classe Sub 15 © Francielle Camelo / FCJ

Henrique Guimarães realiza a entrega da premiação do pesado da classe Sub 18: Leonardo Duque (SP) – ouro; Gustavo Reis (SP) – prata; João Paz (PR) – bronze © Anderson Neves / FPJudô

Alex Russo (SP), Yago Pirollo (RS) e Celso Ogawa (PR) exibem os troféus de campeão, vice-campeão e terceiro colocados, respectivamente, na classificação geral © Anderson Neves / FPJudô

Francielle Camelo, assessora de comunicação da FCJ, com os medalhistas Júnior Fernandes, bronze nos -60kg da classe Júnior; Gustavo Alves, prata nos -60kg; e Isabelle Toniazzo, bronze nos -50kg da classe Júnior © Francielle Camelo / FGJ
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