08 de junho de 2026
Vista geral das seis áreas de competição utilizadas no Campeonato Brasileiro Sub 15 © Anderson Neves
Quando 634 jovens judocas de 26 estados brasileiros se reuniram em Aracaju para disputar o Campeonato Brasileiro Sub 15, realizado nos dias 22 e 23 de maio no Ginásio Constâncio Vieira, o olhar do público esteve voltado para as lutas e para a disputa por medalhas. Nos bastidores, entretanto, uma complexa engenharia institucional envolvendo a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a Federação Sergipana de Judô (FSJ), o Governo Federal e o Governo do Estado de Sergipe, demonstrava como políticas públicas, investimentos e responsabilidades compartilhadas podem transformar um evento esportivo em uma ferramenta de desenvolvimento para a modalidade e para as futuras gerações do judô brasileiro.

Atletas perfilados representaram os mais de 600 judocas participantes durante a cerimônia de abertura do Campeonato Brasileiro Sub 15 © Anderson Neves
Considerada uma das principais competições de base do calendário nacional da CBJ, a competição vai muito além da disputa por medalhas e títulos nacionais. Para centenas de atletas, representa a oportunidade de adquirir experiência, acumular pontos no ranking nacional e vivenciar um ambiente competitivo estruturado dentro dos padrões exigidos pela Confederação, que busca alinhar seus eventos aos critérios de qualidade adotados pela Federação Internacional de Judô.
A realização de um campeonato nacional dessa magnitude exige uma complexa engrenagem organizacional. Seis áreas de competição, equipamentos tecnológicos, estrutura operacional, arbitragem de alto nível, logística, credenciamento, segurança e atendimento aos atletas fazem parte de um conjunto de ações que só se tornam possíveis quando diferentes instituições atuam de forma coordenada.
Nesse contexto, o apoio do Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEEL), revelou-se decisivo para o sucesso do evento. Mais do que sediar uma competição nacional, o estado assumiu papel ativo na construção de um ambiente capaz de receber atletas, treinadores, dirigentes e familiares vindos de praticamente todo o país.
O resultado foi um campeonato amplamente elogiado por participantes e dirigentes, consolidando Sergipe como uma praça capaz de receber eventos esportivos de grande porte.
Para o presidente da Federação Sergipana de Judô, Euder Melo de Lima, o Campeonato Brasileiro Sub 15 representou um marco para o desenvolvimento da modalidade em Sergipe e em toda a região Nordeste.
“O Campeonato Brasileiro Sub 15 foi algo muito importante para o judô sergipano e para o judô nordestino. Foi uma competição que deixou um legado muito positivo para a nossa federação e para o esporte do nosso estado”, afirmou.

Euder Melo de Lima, presidente da Federação Sergipana de Judô, durante depoimento sobre a realização do Campeonato Brasileiro Sub 15 em Aracaju (SE) © Anderson Neves
Entre os principais resultados apontados pelo dirigente está o legado estrutural deixado pela competição. Novas áreas de tatami, equipamentos de tecnologia da informação e melhorias operacionais passaram a integrar o patrimônio da entidade.
“Chegaram novas áreas de tatami, chegou todo o material de tecnologia necessário para a realização de grandes eventos esportivos e isso foi muito importante para renovar a estrutura da nossa federação e preparar Sergipe para novos desafios”, destacou.
Segundo Euder, o sucesso da competição foi resultado direto da cooperação entre a Confederação Brasileira de Judô, a Federação Sergipana de Judô e o Governo do Estado de Sergipe.

Mariana Dantas, ex-secretária de Estado do Esporte e Lazer de Sergipe, destacou a importância do Campeonato Brasileiro Sub 15 para o fortalecimento do esporte no estado © Anderson Neves
“Entregamos uma competição de alto nível, com uma estrutura que dispensa comentários, graças ao apoio do Governo do Estado, da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer e da Confederação Brasileira de Judô. Essa parceria foi fundamental para o sucesso do evento”, ressaltou.
A presença de dirigentes de diversas regiões do país também foi destacada pelo presidente da FSJ como um reconhecimento à capacidade organizacional do judô sergipano.
“Tivemos 11 presidentes de federações estaduais presentes no evento. Isso demonstra a força do judô sergipano, a força do Nordeste e a confiança que as lideranças do judô brasileiro depositam no trabalho que estamos realizando”, observou.

Ulisses Máximo, Euder Melo de Lima, Mariana Dantas, Milber Fernandes Morais Bourguignon e Marilaine Ferrante Antonialli © Anderson Neves
Ao avaliar o legado deixado pela competição, o dirigente defendeu a continuidade desse modelo de cooperação institucional.
“Essa competição deixou marcas muito fortes e abriu caminhos para que Sergipe possa receber novos eventos desse porte no futuro. Ficamos muito felizes com tudo o que aconteceu e extremamente gratos a todos que contribuíram para o sucesso deste campeonato”, disse.

Marcelo Ornelas França, vice-presidente da Confederação Brasileira de Judô, durante depoimento no Campeonato Brasileiro Sub 15 © Anderson Neves
“Gostaria de agradecer à Confederação Brasileira de Judô, na pessoa do presidente Paulo Wanderlei Teixeira, pela confiança depositada em nosso trabalho. Receber um evento dessa magnitude foi algo muito importante. Procuramos corresponder a essa confiança com uma competição organizada, segura e dentro dos mais altos padrões exigidos pela Confederação”, afirmou.
A importância do Campeonato Brasileiro Sub 15 também foi evidenciada pela expressiva presença de dirigentes estaduais durante a competição. Ao todo, 11 presidentes de federações estaduais de judô acompanharam o evento em Aracaju, reforçando o reconhecimento nacional da capacidade organizacional da Federação Sergipana de Judô e da Confederação Brasileira de Judô.
Estiveram presentes Amaurílio Marques (Ceará), Celso Galdino (Tocantins), Luis Rodolfo Martins Leite ( Maranhão), Eduardo Rodrigo Guedes Silva (Alagoas), Henrique Serra Azul Guimarães (São Paulo), Alcidemar Lisboa de Carvalho Júnior (Paraíba), Salvatore Puonzo Neto (Bahia), José Ovídio Duarte da Silva (Mato Grosso do Sul), Sandro José Borges (Santa Catarina), Helder Marcos Faggion (Paraná) e Euder Melo de Lima (Sergipe).
Mais do que uma presença protocolar, a participação desses dirigentes representou um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Federação Sergipana de Judô e ao modelo de cooperação institucional que viabilizou a realização de um dos principais eventos de base do calendário nacional.
Além dos presidentes de federações estaduais, o campeonato contou com a presença de Marcelo Ornelas França, vice-presidente da CBJ; Robnelson Ferreira, diretor administrativo da CBJ; André Mariano dos Santos, coordenador nacional de arbitragem e supervisor da Federação Internacional de Judô; Mariana Dantas, ex-secretária de Estado do Esporte e Lazer de Sergipe; Ulisses Máximo, diretor de
Esportes da SEEL; e Milber Fernandes Morais Bourguignon, analista de patrocínio do BNDES, patrocinador master do judô brasileiro.
Se o apoio institucional garante a realização dos eventos, os investimentos de longo prazo ajudam a assegurar a continuidade dos projetos esportivos.

Ulisses Máximo, diretor de Esportes da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer de Sergipe © Anderson Neves
Nesse cenário, o papel desempenhado pelo BNDES como patrocinador master do judô brasileiro ultrapassa a simples exposição de marca. O apoio à Confederação Brasileira de Judô contribui para a manutenção de programas, competições e ações que impactam diretamente a formação esportiva de milhares de jovens atletas em todo o país.
A lógica é simples: sem investimento não existe base; sem base não existe desenvolvimento; e sem desenvolvimento não surgem os atletas que futuramente representarão o Brasil nos principais palcos internacionais.

Autoridades, dirigentes da CBJ e representantes de federações estaduais prestigiaram o Campeonato Brasileiro Sub 15 realizado em Aracaju (SE) © Anderson Neves
Por isso, competições como o Campeonato Brasileiro Sub 15 possuem importância estratégica. Elas integram uma cadeia de desenvolvimento que começa na iniciação esportiva, passa pela formação de atletas e alcança o alto rendimento.
Em um país que frequentemente debate os desafios do financiamento esportivo, experiências como a do Campeonato Brasileiro Sub 15 demonstram que os melhores resultados nem sempre são medidos apenas por medalhas ou posições no pódio.
Eles também podem ser encontrados nas estruturas que permanecem após o encerramento das competições, nas oportunidades oferecidas a centenas de jovens atletas e na capacidade de diferentes instituições trabalharem juntas em torno de objetivos comuns.

Henrique Carlos Serra Azul Guimarães e Milber Fernandes Morais Bourguignon participam da cerimônia de premiação do Campeonato Brasileiro Sub 15 © Anderson Neves
O sucesso do evento realizado em Aracaju reforça uma lição importante: quando poder público, entidades esportivas e iniciativa privada compartilham responsabilidades e visões de longo prazo, o esporte deixa de ser apenas competição e se transforma em uma poderosa ferramenta de desenvolvimento humano, social e esportivo.
É nesse ambiente de cooperação que se constrói o verdadeiro legado do esporte brasileiro e se abrem caminhos para as futuras gerações.
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