28 de agosto de 2026
Fisioterapeuta e faixa-preta de taekwondo, Raphael Ferris conhece de perto os desafios do esporte e defende maior presença do poder público no financiamento do setor
A cada ciclo eleitoral, o esporte volta a enfrentar o mesmo desafio: eleger representantes que conheçam a realidade de dirigentes, professores, técnicos, árbitros e atletas e sejam capazes de transformar demandas históricas em políticas públicas, programas permanentes e recursos orçamentários. É nesse cenário, marcado pelo subfinanciamento e pela descontinuidade dos investimentos no setor, que Raphael Ferris apresenta sua candidatura a deputado estadual por São Paulo.

Com trajetória profissional ligada à fisioterapia, Ferris concentra sua campanha em dois eixos: saúde e esporte. Nos tatamis, sua principal bandeira será o enfrentamento ao subfinanciamento de modalidades que formam atletas, promovem saúde e inclusão social, mas ainda sobrevivem com recursos insuficientes, estruturas precárias e o trabalho frequentemente mal remunerado — quando não voluntário — de professores, técnicos, árbitros e integrantes de equipes multidisciplinares.
A presença de representantes comprometidos com o segmento na Assembleia Legislativa é decisiva porque os deputados estaduais participam da definição do orçamento e podem apresentar emendas destinadas a ações de interesse público. Em São Paulo, as emendas individuais impositivas correspondem a 0,45% da receita corrente líquida prevista, e pelo menos metade desse montante deve ser direcionada à saúde. Os recursos também podem chegar a entidades sem fins lucrativos mediante apresentação de projetos, análise de viabilidade, formalização de parcerias, fiscalização e prestação de contas, conforme as normas estaduais.
Fonte: Alesp — Emendas Impositivas
Para o esporte, portanto, representação política não é apenas uma questão simbólica. Pode significar recursos para formação, infraestrutura, competições, prevenção de lesões, equipes multidisciplinares e melhores condições para quem sustenta diariamente as modalidades. Ferris afirma que pretende levar essas demandas à Alesp e articular soluções que possam ser cobradas, acompanhadas e fiscalizadas pela comunidade esportiva.
Na saúde, seu programa reúne propostas como assistência fisioterapêutica 24 horas nas UTIs, enfrentamento das filas de atendimento, fiscalização dos planos de saúde, valorização salarial, proteção à formação presencial, inclusão profissional de pessoas com deficiência e transtorno do espectro autista, academias sociais e ampliação do acesso aos cuidados veterinários.

Para gestores, entidades, professores e atletas, a discussão é objetiva: sem representação, o esporte continuará disputando espaço em gabinetes muitas vezes distantes da realidade dos tatamis. A candidatura de Raphael Ferris recoloca essa pauta no debate eleitoral e propõe aproximar o orçamento público de quem forma atletas, promove saúde e mantém o esporte paulista entre os melhores do mundo.
A atenção de Rafael Ferris às questões do esporte também nasce de sua própria trajetória. Fisioterapeuta de formação, faixa-preta de taekwondo e praticante de futebol, ele compreende a atividade esportiva como parte essencial da promoção da saúde e da prevenção, além de reconhecê-la como instrumento de inclusão social, educação e segurança pública. Nos esportes de combate, esse papel ganha ainda uma dimensão filosófica, fundamentada em disciplina, respeito, autocontrole e formação cidadã. Essa vivência confere legitimidade ao seu compromisso de defender o esporte em sentido amplo, como política pública capaz de transformar pessoas e comunidades.

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