Brasil vai ao Panamá em busca do octacampeonato continental no judô sênior

Seleção Brasileira reunida após a conquista do título geral individual e do ouro por equipes mistas no Pan-Americano Sênior 22025 © CBJ

CBJ convoca 18 atletas para o Campeonato Pan-Americano Sênior 2026, entre os dias 18 e 20 de abril, na Cidade do Panamá, onde a seleção defenderá sua hegemonia continental.

Por Paulo Pinto / Global Sports
Curitiba, 16 de abril de 2026

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) definiu a equipe que representará o país no Campeonato Pan-Americano Sênior 2026, que será disputado entre os dias 18 e 20 de abril, na Cidade do Panamá. Ao todo, 18 atletas foram convocados para a principal competição continental da temporada, sendo 14 classificados por meio da Seletiva Nacional e outros quatro chamados para completar a delegação.

Mais do que defender o título conquistado na última edição, o Brasil chega ao evento respaldado por um domínio consistente no cenário continental. Um levantamento detalhado revela que a seleção brasileira conquistou sete dos últimos oito Campeonatos Pan-Americanos, estabelecendo uma hegemonia que se mantém intacta desde 2019.

A última vez que o Brasil ficou sem o título foi em 2018, em San José, na Costa Rica, quando Cuba conquistou o campeonato geral com 3 medalhas de ouro e 4 de prata. Na ocasião, o Canadá terminou na segunda colocação, com 3 ouros, 1 prata e 3 bronzes, enquanto o Brasil ficou em terceiro, somando 2 ouros, 3 pratas e 2 bronzes.

Domínio sustentado por números

Nas últimas sete edições, o Brasil não apenas venceu — mas o fez com margem, consistência e autoridade, ratificando sua hegemonia no judô continental.

2025 – Santiago: Brasil / 1º lugar — 9 ouros, 3 pratas e 4 bronzes
2024 – Rio de Janeiro: Brasil / 1º lugar — 6 ouros, 3 pratas e 6 bronzes
2023 – Calgary: Brasil / 1º lugar — 6 ouros, 4 pratas e 5 bronzes
2022 – Lima: Brasil / 1º lugar — 7 ouros, 5 pratas e 3 bronzes
2021 – Guadalajara: Brasil / 1º lugar — 7 ouros, 4 pratas e 3 bronzes
2020 – Guadalajara: Brasil / 1º lugar — 4 ouros, 6 pratas e 4 bronzes
2019 – Lima: Brasil / 1º lugar — 4 ouros, 8 pratas e 3 bronzes
2018 – San Jose: Cuba / 1º lugar — 3 ouros, 4 pratas

Equipe mista do Brasil celebra o título no Pan-Americano Sênior 2025 © CBJ

Os resultados evidenciam não apenas a capacidade de conquista, mas também a profundidade técnica da equipe brasileira, que mantém alto nível competitivo em todas as categorias.

Histórico que consolida o favoritismo

Desde sua primeira participação, em 1956, o Brasil acumula 560 medalhas em Campeonatos Pan-Americanos, sendo 210 de ouro, 166 de prata e 184 de bronze — números que o colocam na liderança histórica do evento, à frente de potências tradicionais como Cuba e Canadá.

Na edição mais recente, realizada em Santiago, o país protagonizou a melhor campanha de sua história no torneio, com dez medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze, em um evento que ainda contava com a participação de países da Oceania.

Base mantida e renovação pontual

Entre os medalhistas da última edição, oito nomes retornam para 2026: Shirlen Nascimento (-57kg/ouro), Rafaela Silva (-63kg/bronze), Nauana Silva (-63kg/ouro), Luana Carvalho (-70kg/bronze), Beatriz Souza (+78kg/ouro), Daniel Cargnin (-73kg/prata), Rafael Macedo (-90kg/ouro) e Leonardo Gonçalves (-100kg/ouro).

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A equipe ainda conta com o reforço dos medalhistas olímpicos Willian Lima (-66kg) e Larissa Pimenta (-52kg), além da inclusão de seis estreantes: Clarice Ribeiro (-48kg), Sarah Souza (-57kg), Diego Ismael (-60kg), Guilherme de Oliveira (-73kg), Andrey Coelho (+100kg) e Lucas Lima (+100kg).

Peso no ranking internacional

Outro fator que amplia a relevância da competição é o impacto direto no ranking mundial. Desde 2025, o Campeonato Pan-Americano passou a distribuir até 800 pontos no ranking da Federação Internacional de Judô — pontuação superior, por exemplo, à de um título em Grand Prix.

Andréa Berti e Antônio Carlos Pereira, o Kiko, treinadores das equipes feminina e masculina do Brasil © CBJ

O desempenho no Panamá pode ser determinante para o posicionamento dos atletas brasileiros no ranking internacional.

Expectativa continental

A edição de 2026 tem expectativa de reunir cerca de 230 atletas, representando 25 países, mantendo o Pan-Americano como uma das principais vitrines do judô internacional fora do circuito olímpico.

A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do BNDES, responsável por um aporte estruturante no atual ciclo olímpico da modalidade.

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