Paulo Wanderley acompanha inspeção final dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026

Integrantes da ODESUR em clima descontraído na chegada ao encontro que antecedeu a avaliação dos preparativos para os Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 © COA

Vice-presidente da ODESUR participou da avaliação das instalações esportivas e das Vilas Sul-Americanas na Argentina; evento reunirá 3.027 atletas de 15 países em setembro

Por Paulo Pinto / Global Sports
Curitiba, 16 de agosto de 2026

A pouco menos de um mês da abertura dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026, o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e vice-presidente da Organização Desportiva Sul-Americana (ODESUR), Paulo Wanderley Teixeira, participou, na Argentina, de uma nova etapa de avaliação da estrutura preparada para o maior evento multiesportivo do continente neste ano.

A agenda reuniu os principais dirigentes da ODESUR em uma inspeção das instalações esportivas e das Vilas Sul-Americanas que receberão atletas, comissões técnicas e delegações entre 12 e 26 de setembro. As competições serão distribuídas por Santa Fé, Rafaela e Rosário, três cidades da província argentina de Santa Fé.

Mario Moccia, presidente da ODESUR e do Comitê Olímpico Argentino, durante a reunião de trabalho realizada em Rosário © COA

Mais do que uma visita protocolar, o trabalho representa uma das últimas oportunidades para identificar necessidades, ajustar processos e reduzir riscos antes da chegada das delegações. Infraestrutura, planejamento esportivo, operação e logística estiveram entre os temas examinados durante a missão.

A inspeção foi concluída com uma reunião do Comitê Executivo da ODESUR em Rosário. O encontro permitiu confrontar o que havia sido previsto nos relatórios da organização com as condições efetivamente encontradas nas instalações.

Paulo Wanderley destaca dimensão esportiva e participação brasileira

Integrante da direção responsável por acompanhar os preparativos, Paulo Wanderley apresentou um panorama da competição a partir dos dados consolidados pela organização. Os Jogos deverão reunir 3.027 atletas de 15 países.

O Brasil chegará à Argentina com 492 competidores e terá a terceira maior delegação do evento. A representação brasileira ficará atrás apenas da anfitriã Argentina, inscrita com 683 atletas, e do Chile, que participará com 538.

Paulo Wanderley Teixeira, vice-presidente da ODESUR e presidente da Confederação Brasileira de Judô, durante a agenda institucional na Argentina © COA

Além da disputa pelas medalhas sul-americanas, a competição terá influência direta no próximo ciclo continental. Segundo Paulo Wanderley, 24 modalidades distribuirão vagas ou integrarão processos classificatórios para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027.

“Os Jogos Sul-Americanos serão realizados em três cidades: Santa Fé, Rafaela e Rosário, todas situadas na província de Santa Fé. Serão, ao todo, 3.027 atletas de 15 países. O Brasil terá a terceira maior delegação, com 492 atletas, atrás da Argentina, com 683, e do Chile, com 538. Algumas modalidades — 24 no total — serão classificatórias para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Está tudo preparado e, sobre o pouco que ainda falta, foi garantido que estará pronto até a abertura oficial, em 12 de setembro”, afirmou Paulo Wanderley Teixeira.

A avaliação positiva não elimina a responsabilidade sobre as últimas entregas. Ao contrário: nesta fase, cada pendência passa a ter impacto potencial sobre o funcionamento dos Jogos. Por isso, a verificação presencial permite que os dirigentes acompanhem não apenas a conclusão das obras, mas a integração entre instalações, acomodação, transporte, operação esportiva e atendimento às delegações.

Da infraestrutura à experiência dos atletas

Em um evento distribuído por três cidades, o desafio ultrapassa a qualidade isolada de cada ginásio ou campo de competição. O funcionamento depende da coordenação entre diferentes sedes, das rotas de deslocamento, das Vilas Sul-Americanas e dos serviços necessários para que atletas e equipes consigam cumprir suas agendas.

Essa dimensão explica a presença da direção executiva da ODESUR na Argentina. A inspeção transforma relatórios e cronogramas em uma avaliação concreta das condições que serão encontradas durante os Jogos.

Comitê Executivo da ODESUR reunido em Rosário durante a avaliação do planejamento esportivo, operacional e logístico dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 © COA

Para Paulo Wanderley, dirigente com experiência acumulada na organização de grandes eventos esportivos e na gestão do esporte olímpico brasileiro, participar desse processo também significa contribuir para que as necessidades das delegações permaneçam no centro das decisões.

A atuação na ODESUR amplia sua responsabilidade para além do judô e das fronteiras brasileiras. Como vice-presidente da organização, Paulo Wanderley integra a estrutura que acompanha eventos envolvendo todo o sistema esportivo sul-americano.

O último teste antes da abertura

A reunião de trabalho foi conduzida por Mario Moccia, presidente da ODESUR e do Comitê Olímpico Argentino. Também participaram o secretário-geral Miguel Ángel Mujica, o tesoureiro Marco Arze e as integrantes do Comitê Executivo Damaris Young e Wanda Broeksema.

José Luis Echeverry e Inés Remersaro acompanharam os trabalhos de maneira virtual. A agenda contou ainda com a participação de Mario Cilenti, Fabio Ramírez, Larissa Scherer, Raquel Sapienza, Anabela Moccia e Habib Domínguez, integrantes da equipe da ODESUR.

 

O balanço apresentado depois das visitas foi positivo. As estruturas principais estão preparadas e as pendências remanescentes, segundo as garantias recebidas pela comitiva, serão solucionadas antes da cerimônia de abertura.

Até 12 de setembro, entretanto, o cronograma continuará sob acompanhamento. Em grandes eventos, a diferença entre uma instalação concluída e uma operação realmente pronta aparece nos detalhes: circulação, treinamento, transporte, acomodação, tecnologia, segurança e capacidade de resposta a imprevistos.

É justamente nessa etapa que a supervisão institucional ganha maior importância. A visita liderada pela ODESUR não encerra o processo de preparação. Ela estabelece o diagnóstico a partir do qual serão cobradas as entregas finais.

Santa Fé 2026 abre caminho para Lima 2027

Os XIII Jogos Sul-Americanos constituem uma das principais etapas do calendário continental. Além de reunir os 15 países vinculados à ODESUR, o evento funcionará como parte do caminho esportivo até os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027.

Essa conexão aumenta o peso competitivo da edição argentina. Para centenas de atletas, o desempenho em Santa Fé, Rafaela e Rosário poderá representar não apenas uma medalha sul-americana, mas um avanço concreto rumo ao principal evento multiesportivo das Américas.

Com a terceira maior delegação, o Brasil terá presença expressiva nesse cenário. Os 492 atletas inscritos representam aproximadamente 16% de todos os competidores esperados nos Jogos.

Antes que as disputas comecem, porém, a primeira responsabilidade está fora das arenas: garantir que a estrutura esteja em condições de receber os 3.027 atletas com segurança, eficiência e qualidade.

Foi esse o objetivo da agenda cumprida por Paulo Wanderley e pelos demais integrantes da ODESUR na Argentina. O olhar agora se volta para as últimas entregas — e para o dia 12 de setembro, quando a avaliação deixará os relatórios e será submetida ao teste definitivo da competição.

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