03 de novembro de 2026
Final: Clarisse Vallim (BRA) x Anastasiia Dobrovolskaia (RUS) 2026 © Emanuele Di Feliciantonio / FIJ
Uma única representante e uma medalha de ouro. A conquista de Clarisse Vallim nos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026 ganha uma informação importante para compreender a participação brasileira: conforme esclarecimento da Confederação Brasileira de Judô, a presença de apenas uma atleta seguiu a regra do Comitê Olímpico Internacional que limita a representação por país na modalidade. Não se tratou, portanto, de uma restrição específica ao Brasil.

Pódio feminino dos 78kg: Clarisse Vallim (BRA), ouro; Anastasiia Dobrovolskaia (RUS), prata; Selina Woegerer (AUT) e Yue Cheng (CHN), bronze © Emanuele Di Feliciantonio / FIJ
No tatami, Clarisse aproveitou a oportunidade até o último instante. Na análise da final dos 78kg publicada pela Federação Internacional de Judô (FIJ), a brasileira precisou resistir à pressão da russa Anastasiia Dobrovolskaia no ne-waza, defendendo tentativas de osae-komi, shime-waza e kansetsu-waza.
Já no último minuto, tentou um seoi-otoshi, sem pontuar. A decisão veio no retorno ao solo: justamente onde enfrentara suas maiores dificuldades, Clarisse assumiu o controle e sustentou um osae-komi até o ippon. A resistência abriu caminho para o ouro.
A russa ficou com a prata, enquanto Selina Woegerer, da Áustria, e Yue Cheng, da China, completaram o pódio com os bronzes. A entrega das medalhas e das mascotes reuniu duas referências mundiais da modalidade: Paula Pareto e Clarisse Agbegnenou.
No masculino, o último campeão foi Tajus Babaicenko, da Lituânia. Na final dos 100kg, ele superou Jurabek Eshpulatov, do Uzbequistão, com um yuko nos momentos finais. Don de Dieu Igiraneza, do Burundi, e Naito Arai, do Japão, conquistaram os bronzes.

As medalhistas dos 78kg posam para uma selfie feita pela vice-campeã Anastasiia Dobrovolskaia no pódio de Dakar © Emanuele Di Feliciantonio / FIJ
Brasil e Lituânia encerraram, assim, o programa do judô em Dakar no alto do pódio, com decisões construídas sob pressão e definidas quando o tempo já se esgotava.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil (COB).